Saneamento básico é entrave para volta às aulas na maior parte do Brasil, diz levantamento

Fator condicionante para o retorno às aulas quando uma pandemia permitir é a higiene. O problema é que 39% escolas do Brasil não têm estruturas básicas para que os alunos possam lavar as mãos, conforme levantamento feito pelo Programa de Monitoramento Conjunto para abastecimento de água e saneamento da UNICEF e Organização Mundial da Saúde (OMS / UNICEF JMP )

O relatório não traz dados completos para o estado, mas aponta que essa situação é ainda mais presente em aldeias indígenas e comunidades, dois tipos de agrupamentos presentes em Mato Grosso do Sul.

Uma pesquisa cita apenas como unidades da federação com situação mais preocupante, como no Estado do Acre, por exemplo, onde apenas 9% das escolas públicas têm acesso à rede pública de esgoto. No estado de Rondônia, são 6% e Amapá, apenas 5%.

Existe uma meta concedida pelo Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab) de que a cobertura das redes de saneamento chegue a 99% e o acesso à água disponível disponível a pelo menos 92% de todos os brasileiros até 2023, mas falta dinheiro para colocar essas medidas em prática. 

Conforme o levantamento, “o Plansab estima que o Brasil precisaria de investimentos de cerca de R $ 26 bilhões ao ano (cerca de 0,4% do PIB) nos próximos 13 anos. No entanto, nas últimas duas décadas, o país investiu apenas R $ 12 bilhões por ano, menos da metade do necessário. Além disso, o investimento é desigual e se concentra principalmente nas regiões Sudeste e Sul, enquanto o déficit de acesso é maior em outras regiões ”.

O grupo responsável pelo levantamento faz uma série de recomendações aos governantes das três esferas para minimizar o impacto pela falta de condições para higiene, especialmente nessa época, quando disponibilizar o serviço incluído à população, somado a campanhas de conscientização pela lavagem de mãos, ajuda a retardar ao máximo o avanço do novo coronavírus, protegendo os sistemas de saúde do colapso em leitos.

Entre elas, está cooperação horizontal e vertical, entre poder público e instituições de saúde e educação, para que a resposta seja o mais eficaz possível; garantia de dados garantidos para guiar como ações no setor e a expansão dos serviços de saneamento propriamente ditos.

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