27 de setembro de 2026

Mulheres aderem a absorventes de pano e coletores

Um simples absorvente descartável pode demorar de 100 a 500 anos para se decompor no meio ambiente. O plástico e outras substâncias químicas utilizadas no processo tornaram o item, ao longo do tempo, extremamente poluente para a natureza.

Além do ponto de vista sustentável, há diversos relatos de mulheres que sofrem de alergias e doenças relacionadas a fungos por causa do uso prolongado do absorvente descartável.

Com tantos contras em jogo, algumas alternativas – modernas ou antigas – têm surgido para diminuir tanto o impacto para a saúde quanto para o meio ambiente.

Na lista de produtos queridos pelas mulheres há dois em especial, o absorvente de pano e o coletor menstrual. Pode parecer um retrocesso o uso de panos para conter o fluxo menstrual – o processo é um dos mais antigos – mas, com reformulações nos modelos e materiais utilizados, eles têm se mostrado igualmente viáveis.

A empreendedora Lais Camargo, da Fantástica Loja de Encantos, comercializa duas marcas diferentes de absorventes de pano, que custam R$ 25 a unidade.

“Uma é feita de tricoline por fora, impermeável, moletom, para absorver, e dry fit, que em contato com a pele tem a sensação de toque seco. A outra é de lycra, impermeável, moletom, para absorver, e melton, que em contato com a pele da sensação de toque semisseco”, explica.

Lais vende há três anos tanto o absorvente de pano quanto o coletor menstrual, esse feito com silicone. “Eu sempre tive muita alergia. Era um pacote de absorvente e um hipoglós todo mês.

Quando fiz intercâmbio, em 2007, uma atendente de um supermercado nos Estados Unidos me mostrou o coletor menstrual. Eu amei”, conta.

A auxiliar contábil Thalita Gomes Galvão, 30 anos, é uma das adeptas do coletor e do absorvente de pano. “Eu comecei com o coletor há 4 anos. Só que há um ano estou usando somente o absorvente de pano, pois tirei uma ferida do útero e estou aguardando o retorno para ver se está totalmente cicatrizada, para optar de vez em quando pelo coletor”, explica.

Thalita conta que experimentou dois coletores até optar por um. “Testei e me apaixonei por um. É uma coisa tão boa que você indica para todas as amigas. Superprático. Mesmo eu tendo um fluxo intenso, quando eu comecei a usar, ficava as 8 horas de serviço sem transbordar. Mas sempre esvaziava uma vez para garantir, coisas de mulheres que sempre mancham as roupas”, ressalta.

Thalita conta que após a cirurgia decidiu experimentar o de pano. “O que mais temia. Foi amor à primeira vista. Amo demais o de pano, superconfortável, e o melhor, não assa”, frisa.

Coletor  

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