8 de agosto de 2026

‘Que agora pense nos mais pobres’, diz Mandetta sobre teste positivo de Bolsonaro

A infecção pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pelo novo coronavírus, causador da covid-19, causou repercussão mundial e gerou notificações em toda a sociedade brasileira, incluindo parlamentos , lideranças políticas e especialistas. Nas duas últimas semanas, o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Demitido em plena ascensão da pandemia no Brasil, Mandetta revelou ao Correio do Estado esperar que situação faça o seu ex-chefe de remuneração na maneira como trata publicamente a doença. Ele também frisa que, mais cedo ou mais tarde, o Bolsonaro seria contaminado pelo novo vírus, que nunca tomava como precauções erradas.

“É natural até que isso aconteça. Brasília (DF) é uma cidade em que a transmissão é muito intensa e o governo local escolhe liberar tudo, comércio, aulas. Os contornos serão cada vez mais comuns lá. Costumamos dizer que esse vírus é muito democrático. , ele não seleciona classe social, atinge o presidente à escola “, comenta o ex-ministro.

Mandetta ainda completa que “era uma questão de tempo” para Bolsonaro se infectar e esperar que agora, apesar da doença não mostrar alto índice de letalidade se observar outras doenças na métrica de mortes para cada mil casos confirmados, Bolsonaro usar ou momento para refletir sobre os reais impactados pela covid-19.

“Como as pessoas apenas mudam suas posturas quando querem. Isso seria um bom momento para ver se ele tem estrutura na sua seleção, eletrocardiograma, hospital com leitos. Faça sua ressonância já no primeiro dia. em um código assim, divida o quarto e não tem nada disso “, dispara.

O ex-ministro, que em Mato Grosso do Sul foi deputado federal e secretário de Saúde de Campo Grande, prosseguiu dizendo que, se Bolsonaro conseguir fazer essa reflexão, talvez tenha algo de positivo na situação. “Que agora pense nos mais pobres”.

Live na Câmara Municipal  

Nesta quarta-feira (8), Mandetta assistiu pela manhã na Câmara Municipal em que aborda vários assuntos, desde política de saúde até o envolvimento da política eleitoral e jogo de poder nas decisões sanitárias, desaprovando muitas delas.

“Estamos à deriva, em uma cidade sem lei. Faz 60 dias que estamos sem ministro da Saúde. De 10 medidas de combate à pandemia, 9 de leis legislativas”, argumenta o ex-ministro. “Isso já passou de qualquer limite razoável, e não é inteligente, tornar essa discussão política”, diz Mandetta.

Além disso, ele também mostrou preocupação com o uso daivermite no tratamento da covid-19 e como medida de prevenção. “Deve ter muito cuidado. Tem muitos que defendem uma cloroquina, há muitos que defendem uma ivermectina, que é um remédio aqui no nosso Estado muito conhecido porque entrou pelo uso veterinário”.

Apesar de já ter sido introduzido também sem uso para humanos, o Mandetta ressalta que a ivermectina é muito usada no gado. “Tem que defenir o Anitta, outros que defendem a heparina, outros que defendem o corticóide”, finalização do ex-ministro.

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