7 de maio de 2026

UTI do Hospital Regional de Ponta Porã se destaca em relação às UTIs brasileiras

O Hospital Regional Dr. José de Simone Netto, em Ponta Porã (MS), obteve destaque ao demonstrar indicadores positivos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). No mês de outubro, a unidade atingiu a marca de 0,41% no escore prognóstico e mortalidade ajustada ao risco, a melhor taxa já alcançada em 25 meses.

Em comparativo com as UTIs públicas brasileiras, que mantiveram média de 1,42% no mesmo período, e UTIs de hospitais privados, que atingiram 0,98%, o Hospital Regional de Ponta Porã se destacou no índice que analisa o risco de mortalidade. Quanto menor o índice, menor a probabilidade de óbito.

“Fazemos o monitoramento da nossa qualidade através de indicadores e utilizamos uma ferramenta descrita na literatura SAPS 3, que permite através dos exames clínicos laboratoriais do paciente determinar qual o risco de morte. No mês de outubro nossa performance foi melhor que a esperada para esse indicador. Tivemos 58% menor a taxa de mortalidade do que poderia ser para pacientes internados naquele mês”, explicou o médico coordenador da UTI, João Angelo Oselame Hoffmann.

Inaugurada em março de 2017, a Unidade de Terapia Intensiva já registrou 1344 atendimentos a pacientes até outubro de 2019. Também foram analisadas que 86% das internações são de pacientes de origem das clínicas do hospital e 11% são de pacientes vindos de cirurgias de urgência. A unidade é gerenciada pelo Instituto Acqua, em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (SES) de Mato Grosso do Sul.

O responsável técnico Cassio Humberto Rocha ressalta as melhorias que a unidade obteve na reestruturação física e tecnológica. “O Instituto Acqua e o Governo do Estado prontamente atenderam as nossas solicitações e realizaram o dimensionamento dos funcionários e a readequação da UTI com a aquisição de mobiliários novos, equipamentos de acordo com as normas da RDC7, tais como central de monitorização dos leitos, monitores novos, ventiladores, medidas de suporte invasivo e não invasivo, bem como poltronas, mesas de cabeceira, alimentação e dez colchões pneumáticos que inflam e desinflam automaticamente para diminuir a lesão por pressão. Hoje na nossa unidade temos como colocar marcapasso provisório e monitorização de pressão invasiva, que não eram realizados”, afirmou.

A Unidade de Terapia Intensiva conta com equipe multiprofissional de 21 técnicos de enfermagem, cinco enfermeiros especialistas, cinco fisioterapeutas, 11 médicos intensivistas, apoio profissional de fonoaudiólogo, assistente social, psicólogo, nutricionista clínico e farmacêutico e diversas especialidades médicas composta por um especialista em cada área.

 

Secretaria de Estado de Saúde, com informações de Camila Kaveski, do  Instituto Acqua

 Foto: Divulgação 

Fonte: Portal do MS

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