“Não houve aviso. Foi um desrespeito com o consumidor pagador de impostos. Sempre sobra para os mais pobres. Eu concordo com a lei. O importante é o emprego. Abrir mais cedo e no sábado ficaria muito melhor para a população”, disse ao Correio do Estado o eletricista Gilberto Lemes, 56 anos.
A doméstica Maristela Joca, 58 anos, também foi surpreendida. “Está bem demorado, não tinha aviso de que a agência ia demorar para abrir. Contudo, acho errado a medida do governo. Tem que ser o horário normal deles. Sobre hoje, vou esperar, não sei se vou conseguir, mas vou esperar”.
O Sindicato dos Bancários entende que a Medida Provisória aprovada pelo presidente Jair Bolsonaro, que ainda aumenta a carga horária da categoria de seis para oito horas diárias, viola a convenção coletiva.
A Constituição Federal, conforme a entidade de classe, prevê a superioridade dos acordos entre patrões e funcionários em relação às leis.
“Todo momento este governo está retirando direitos dos trabalhadores. Agora, essa medida desrespeita acordo selado entre os bancos e os representantes da categoria bancária. Esse acordo foi aceito pelos bancos e precisa ser respeitado, é uma questão legal. Não podemos aceitar essas mudanças pacificamente”, comenta a presidente do sindicato, Neide Rodrigues.

