27 de setembro de 2026

Servidores protestam na prefeitura contra parcelamento de salários

Servidores públicos de Dourados protestam na porta da prefeitura local durante a manhã desta sexta-feira (9). Indignados com o parcelamento da folha salarial, que só teve 44% quitados até agora, lotaram o centro administrativo municipal para cobrar esclarecimentos e conseguiram uma reunião com o secretário municipal de Governo e Gestão Estratégica, Celso Antonio Schuch Santos.

As informações são do portal ‘Dourados News’.

O encontro confirmado pela assessoria de comunicação da prefeitura teve início às 10h, duas horas após os manifestantes iniciarem o ato. A possibilidade de greve geral será debatida em assembleia geral extraordinária convocada pelo Sinsemd (Sindicato dos Servidores Municipais de Dourados) e agendada para às 14h de segunda-feira (12).

Presidente do Sindrasce (Sindicato dos Agentes de Saúde Comunitários e Endemias de Dourados), Silvia Salgueiro destacou ao Dourados News que o protesto é parte da valorização do funcionalismo por dignidade.

“Infelizmente, na gestão que dizia valorizar o servidor, somos os últimos a serem avisados e os primeiros a serem prejudicados”, desabafou. “Já pagamos alguns insumos para permanecer no trabalho, desde copo descartável até café), e mesmo nosso uniforme temos que fazer campanhas promocionais no sindicato”.

Segundo a líder sindical, em sua categoria, com 400 profissionais, há caso de trabalhador que recebeu apenas R$ 400,00 de salário até agora.

Salários máximo de 3,2 mil. Temos agentes que receberam R$ 400 de salário. Indignada, ela não descarta a possibilidade da greve que será discutida na segunda-feira.

Situação semelhante foi apontada por Elizabeth Pereira Neto Oliveira, do Sindenf (Sindicato dos Enfermeiros da Grande Dourados e Região).

“Temos servidores que ganham R$ 1,2 mil. Todos somos prejudicados. O servidor hoje está desanimado, porque quando vamos pagar nossas contas ninguém vai cobrar só 44%. Somos trabalhadores e vivemos desse salário. Dependemos disso para viver”, detalhou.

Ela também não descarta uma possível greve geral. “Estamos em uma situação difícil, nosso descontentamento maior é que nossa prefeita foi eleita com votos de 90% dos servidores públicos, em especial da saúde. Acreditamos que seria uma gestão voltada para o funcionário público, e nada disso está acontecendo”, queixou-se.

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