Moro diz que operação na fronteira enfraquece crime organizado

Em visita a Pedro Juan Caballero, na fronteira entre Mato Grosso do Sul e o Paraguai, ontem, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, afirmou que as ações da Operação Nova Aliança, desenvolvida pela Polícia Federal em conjunto com a Secretaria Nacional Antidrogas paraguaia, enfraquece o crime organizado.

A Operação Nova Aliança teve início em 30 de maio, em território paraguaio. Além da eliminação do cultivo e apreensão da droga, materiais usados na comercialização também são apreendidos.

“Queremos intensificar as ações, agora com o interesse da Argentina em participar, prendendo os líderes das organizações, identificando e confiscando patrimônio, apreendendo drogas e erradicando plantações, como ocorreu agora”, afirmou Sergio Moro.

Em conversa com os jornalistas, o ministro Moro disse que as ações de inteligência e investigação têm colaborado para o crescimento das apreensões. “Estamos investindo em operações que desmantelam as organizações criminosas”, ressaltou o ministro.

O diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, destacou que a Operação Nova Aliança representa uma maneira com que as polícias brasileira e paraguaia podem atuar conjuntamente no combate ao crime organizado. “É de suma importância a operação, que já se realiza há muitos anos, com resultados extremamente positivos. Não existe outra forma de enfrentar a criminalidade transnacional se não atuarmos em conjunto”, disse Valeixo.

Para o ministro da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) do Paraguai, Arnaldo Giuzzio, a iniciativa entre os dois países constitui uma materialização concreta na luta contra o narcotráfico. “A operação nos permite avançar com mais força contra as estruturas criminais e fortalecer cada vez mais o vínculo cooperativo”, afirmou Giuzzio.

O presidente do Paraguai, Mario Abdo Ramirez, e a ministra de Segurança da Argentina, Patrícia Bullrich, não conseguiram participar da reunião em decorrência das condições do tempo.

PRODUTOR

Estima-se que 80% da maconha produzida no Paraguai tem o Brasil como destino. Em apenas dois dias de operação, foram erradicados 61 hectares de plantação de maconha.

Considerando uma média de produção de três toneladas por hectare, foram incineradas aproximadamente 183 toneladas de maconha, além da destruição de 800 kg da droga que estavam prontos para  serem distribuídos. Também foram destruídos cinco acampamentos e prensas usadas para preparar a droga para o transporte.

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