Reativação de radares reduz mortes no trânsito da Capital

Os óbitos no trânsito reduziram com reativação dos radares nas ruas de Campo Grande, no final do ano passado. Conforme Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), entre janeiro e abril deste ano, foram 23 mortes contra 25 no mesmo período de 2017. As informações foram repassadas, na manhã desta terça-feira, em evento de lançamento da campanha Maio Amarelo.

O diretor-presidente da Agetran, Janine de Lima Bruno, calcula que os óbitos aumentaram cerca de 25% durante o período em que os radares ficaram inoperantes. Foram quase dois anos. Entre final de 2016 e o final do ano passado. O motivo foi o encerramento de contrato com a empresa Perkons, responsável pelo gerenciamento das máquinas. Na época, 97 radares foram desligados em toda Capital.

No primeiro ano de radares desligados, as mortes subiram de 70 para 87. Desde dezembro de 2018, os aparelhos voltaram a funcionar gradativamente. Porém, apenas 29 pontos estão sendo fiscalizados. De acordo com Ivanise Rotta, secretária do GGIT (Gabinete de Gestão Integrada de Trânsito) e chefe da divisão de Educação da Agetran, novas reativações dependem de solicitações por parte da população. “Hoje [o radar] é o recurso mais eficiente que temos para combater a alta velocidade”, afirmou.

MULTAS

O prefeito Marcos Trad afirmou que nos primeiros quatro meses deste ano, dos mais de 1 milhão de motoristas que circularam pelo trânsito da Capital, apenas 022% foram notificados pelo radares por alta velocidade. “O que estamos tentando fazer é com que o dinheiro arrecadado com as multas sejam aplicados na reconstrução do patrimônio público destruído pelos maus motoristas. E, caso obtenha um valor a maior dessas multas, a gente possa utilizar esse dinheiro para melhorar a mobilidade urbana, com pavimentação asfáltica  e novas rotatórias”, explicou

MAIO AMARELO

O Movimento Internacional Maio Amarelo neste ano tem como tema “No Trânsito, o sentido é a vida”.O Movimento é uma proposta para chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito em todo o mundo. É um movimento que acontece em diversos países e busca a sensibilização para redução de acidentes de trânsito.

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