7 de maio de 2026

Apenas uma vítima de acidente aéreo poderá ser identificada por digitais

Equipes da Capital especializadas em perícia e identificação foram deslocadas para auxiliar nos trabalhos

Apenas uma das vítimas do acidente aéreo ocorrido na tarde de terça-feira (23), na região da Fazenda Barra Mansa, em Aquidauana, a 141 quilômetros de Campo Grande, poderá ser identificada por meio de um exame necropapiloscópico, procedimento que analisa impressões digitais de cadáveres em casos em que o corpo apresenta queimaduras ou está em avançado estado de decomposição.

De acordo com o delegado titular da Delegacia de Polícia Civil de Aquidauana, Amylcar Paracatu Romero, a delegada Ana Cláudia Medina, do Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado), acompanha os trabalhos no local da queda. “Chegou ontem à noite, fez as perícias e deve continuar lá amanhã. Nós estamos dando apoio aqui na cidade, com necrópsia e contato com as famílias”, disse.

Durante a análise inicial, não foi possível realizar o reconhecimento pessoal por documentos nem pela papiloscopia comum do arquiteto chinês Kongjian Yu, do cineasta Luiz Fernando Feres da Cunha Ferraz, do documentarista Rubens Crispim Júnior e do piloto Marcelo Pereira Barros.

No entanto, segundo o delegado, há uma chance de identificação por exame necropapiloscópico. “Estamos aguardando a chegada de uma equipe de Campo Grande, especializada nesse tipo de exame em vítimas de queimadura, para tentar a identificação”, afirmou.

O corpo em questão foi inicialmente classificado como número 4. Há uma suspeita sobre a identidade da vítima, baseada na posição em que a vítima foi encontrada na aeronave. “Pela posição dos corpos na aeronave, há uma presunção sobre quem seja. Mas não trabalhamos com presunções. É preciso entregar cada corpo à família certa”, ressaltou Romero.

As famílias já foram informadas sobre a necessidade de fornecer material genético para confronto de DNA (ácido desoxirribonucleico). O filho do piloto, de 8 anos, entregou amostra que, junto com as demais, será encaminhada ainda hoje para Campo Grande.

A maioria dos familiares das vítimas vive em São Paulo. Já os parentes do piloto, apesar de ele residir em Mato Grosso do Sul, também são do interior paulista. A ex-mulher e o filho estavam na cidade no momento da tragédia.

Familiares do arquiteto chinês aguardam visto emergencial para vir ao Brasil, com apoio do consulado. A viagem deve demorar, já que o trajeto até Campo Grande leva cerca de 24 horas.

IML de Aquidauana, onde estão os corpos das vítimas do acidente aéreo (Foto: Marcos Maluf)

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