8 de maio de 2026

Bares e restaurantes voltam a pedir horário de verão para movimentar economia

A chegada da primavera, que se inicia nesta segunda-feira (22), traz o aumento da temperatura média em boa parte do Brasil, inclusive em , com ocorrência frequente de ondas de calor, realidade que impacta também no aumento do consumo de energia e, com isso, eleva o risco de apagões.

Diante disso, entidades têm buscado, junto ao , rever a suspensão do horário de verão, uma opção para driblar os impactos do calorão. Assim, a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) tem buscado dialogar com o governo sobre a pauta.

Isso porque a medida, além de reduzir o risco de apagões, também tende a movimentar a economia, tanto nos bares e restaurantes quanto no comércio em geral.

Riscos sistêmicos, como apagões, aumentam as chances de prejuízo e perdas no setor.

Segundo a entidade, neste ano o risco sistêmico do setor é ainda maior. “O ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) aponta que a chance de interrupção do fornecimento subiu de 10% para 30% entre 2026 e 2027, o que seria inaceitável”, completa Solmucci.

Faturamento do setor

Segundo o representante, durante a vigência do horário de verão, o faturamento do setor de bares e restaurantes crescia entre 18h e 21h, o que ajudaria a recuperar parte das perdas da pandemia, já que bares, restaurantes e comércio em geral têm aumento no movimento potencialmente elevando em 10% a 15% o faturamento mensal dos estabelecimentos.

“O setor de varejo também se beneficiava, com grandes redes relatando aumento de 3%, 4% ou até 5% nas vendas, isso sem falar na movimentação no setor turístico”, afirma.

O presidente da Abrasel no MS, João Francisco Denardi, avalia a situação pelo mesmo ponto de vista.

“O maior tempo de luz natural no fim da tarde tende a aumentar a sensação de segurança entre a população e, consequentemente, atrair clientes para os espaços de convivência, com possibilidade de crescimento no faturamento mensal dos negócios”, pontua.

Fim do horário de verão

Em 2019, a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) decidiu interromper o horário de verão após 88 anos de vigência, entre idas e vindas.

Na época, o argumento foi que os hábitos de consumo de energia da população brasileira haviam mudado para o consumo diário de eletricidade na parte da tarde, enfraquecendo os resultados e desestimulando a adoção do adiantamento dos relógios.

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