25 de setembro de 2026

Maio fechou como mês mais mortal para mulheres em 10 anos em Mato Grosso do Sul

O mês de maio deste ano fechou como o mais mortal para mulheres desde 2015, quando o crime de  foi tipificado. Uma década depois tivemos os feminicídios de Thácia Paula, Simone da Silva, Olizandra Vera Cano, Graciane de Souza, Vanessa Eugênia e Sophie Eugênia, um bebê de 10 meses.

Maio de 2025 teve seis vítimas que foram assassinadas a facadas, tiros, espancamentos e tiveram seus corpos queimados. Desde o começo do ano, 14 mulheres entraram para as estatísticas do crime no Estado.

Em maio de 2024 nenhuma mulher foi vítima de feminicídio, enquanto no mesmo mês de 2023, uma mulher perdeu a vida no Estado. Já em 2022, três mulheres foram assassinadas em maio, enquanto em 2021, foram cinco vítimas.

Já em 2020, quatro mulheres perderam a vida e em 2019 e 2018, três mulheres foram vítimas de feminicídio em maio. 2017 e 2016 foram respectivamente duas e três mulheres.

Mulheres mortas em maio

No dia 14 de maio, Thácia Paula Ramos de Souza, de 39 anos, foi encontrada morta no rio Aporé, em Cassilândia, após ser agredida pelo marido. Ele negou o crime dizendo que havia deixado Paula na estrada  pós uma briga do casal. O corpo de Paula foi localizado três dias depois de desaparecer.

No mesmo dia, Simone da Silva, de 35 anos, foi morta a tiros por um rapaz de 22 anos, em Itaquiraí. O autor era filho do amante de Simone, que também foi preso.

No dia 23 de maio, Olizandra Vera Cano, de 26 anos, foi assassinada pelo próprio marido, durante uma discussão no jantar, em .

Graciane de Sousa Silva, de 40 anos, morreu no dia 25 de maio, em Angélica, depois de ser hospitalizada após passar quatro dias apanhando do marido. O delegado ainda descartou feminicídio, já que laudos apontaram que Graciane morreu de infecção generalizada.

Em , Vanessa Eugênio Medeiros, de 23 anos, e a filha dela, Sophie Eugenia Borges, de apenas 10 meses, foram encontradas carbonizadas em uma região de mata no Indubrasil. João Augusto Borges de Almeida, de 21 anos, marido e pai da bebê, confessou o crime, alegando que queria se separar da esposa, mas não queria pagar pensão à filha.

A polícia entendeu que a morte da bebê se caracterizava como feminicídio, uma vez que ocorreu por ódio da condição do  feminino.  Fonte: Midiamax

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