7 de maio de 2026

Vereadora Márcia Filipus celebra conquista para os artesãos de Itaquiraí

Durante a sessão da Câmara Municipal desta segunda-feira (17), a vereadora Márcia Filipus iniciou sua fala com um tom de celebração, parabenizando todos os artesãos pela grande conquista com a aprovação do Dia Municipal do Artesão.

“É com muita alegria que abro minha fala de hoje parabenizando a todos os artesãos por essa importante vitória,” declarou a vereadora. Márcia também fez questão de agradecer à família da saudosa Dona Maria Schuffner, destacando a importância do artesanato para a cultura e a economia local.

A data de 19 de março já é reconhecida como o Dia do Artesão em nível estadual e nacional, instituída pela ONU (Organização das Nações Unidas). Agora, graças ao projeto aprovado na última sessão da Câmara, o município de Itaquirai também contará com o Dia Municipal do Artesão, comemorado anualmente em 19 de março. Além disso, foi instituída a Semana do Artesanato, que ocorrerá de 19 a 25 de março.

Márcia Filipus destacou a importância desse reconhecimento para valorizar o trabalho dos artesãos locais. Ela mencionou que, de 19 a 25 de março, acontecerá em Campo Grande, capital do estado, a Feira do Artesanato, e Itaquirai certamente será representada por seus talentosos artesãos. No dia 20 de março, também em Campo Grande, a Assembleia Legislativa realizará uma sessão especial em comemoração à data.

A vereadora também fez uma leitura inspiradora do texto “O Diamante do Rei”, que reforça a importância da valorização das habilidades e talentos individuais:

O Diamante do Rei
Conta-se que um rei possuía um diamante raro e de valor inestimável. Certo dia, o diamante foi acidentalmente riscado. O rei ficou desolado, pois o dano parecia irreversível. Especialistas foram chamados, mas nenhum sabia como restaurar a pedra sem diminuir seu valor.
Então, surgiu um artesão simples que pediu para trabalhar no diamante. Com habilidade e paciência, ele transformou o risco em um delicado ramo de flores, tornando o diamante ainda mais belo e valioso.
O rei ficou encantado e reconheceu que, muitas vezes, o que parece ser um defeito pode ser transformado em uma obra-prima pelas mãos de alguém com talento e dedicação.

Para finalizar, Márcia Filipus fez uma homenagem especial à senhora Maria do Carmo Schuffner, reconhecendo sua importância na preservação e promoção do artesanato local. “A força e o talento dos nossos artesãos merecem ser celebrados e reconhecidos. Que essa data simbolize o valor e a dedicação de cada um deles,” concluiu a vereadora.
HOMENAGEM ALUSIVA AO DIA MUNICIPAL DO ARTESÃO(LEI 001/2025)
Maria do Carmo Schuffner (1952-2025)
Nascida aos dois dias de janeiro do ano de 1952 na cidade de Delfinópolis, Minas Gerais,
Maria do Carmo Schuffner era filha de Benedito Luiz da Silva e Alzira Almeida da Silva. Ela foi a décima primeira filha do casal, que teve um total de 21 filhos.
Aos 12 anos, Maria do Carmo perdeu sua mãe, Dona Alzira, no parto de seus irmãos caçulas, os gêmeos Roney e Ronaldo.
Em 1964, o senhor Benedito Luiz da Silva deixou Minas Gerais com destino ao até então
estado de Mato Grosso, trazendo consigo todos os seus 21 filhos.
Maria assumiu a responsabilidade de criar os irmãos caçulas, sendo considerada por eles.
como uma mãe.
Ao chegarem, a família passou a trabalhar com o senhor Hélio Pereira de Moraes na Fazenda Nossa Senhora Auxiliadora, no município de Ivinhema.
Nessa fazenda, Maria começou a trabalhar na cozinha e, no ano de 1970, conheceu Raul
Schuffner, com quem se casou. Dessa união, nasceram cinco filhos: Roseli (in memoriam), Luzia, Agnaldo, Adriana e Adriano.
Após o casamento, Maria e Raul continuaram trabalhando na fazenda por mais algum tempo, mas, em busca de novas oportunidades, seguiram para outras fazendas.
Desde muito cedo, Raul e Maria trabalhavam na derrubada de mato, na plantação de capim, de mudas e também no cultivo de lavouras, como milho e mandioca.
Com muito esforço, em 1993 o casal conseguiu adquirir um pedaço de terra no Assentamento Indaiá. Ali, construíram sua história por 30 anos.
HOMENAGEM ALUSIVA AO DIA MUNICIPAL DO ARTESÃO(LEI 001/2025)
Maria sempre foi uma mulher batalhadora. Por volta do ano de 1990, Maria do Carmo iniciou um curso de corte e costura no município de Naviraí. Dali em diante, nunca mais parou de se capacitar.
Como toda boa mineira, era uma cozinheira de mão cheia e aproveitou esse dom para gerar renda para sua família. Entre costuras e fabricação de pães, doces e queijos, Maria foi avançando.
Ao chegar ao Assentamento Indaiá, fez cursos de capacitação com a então EMPAER sobre
alimentação alternativa. No início dos anos 2000, iniciou uma capacitação e participou
ativamente da fundação do grupo denominado “Milagres da Fibra”, voltado para o artesanato com fibras de bananeira.
Com o tempo, Dona Maria se tornou uma grande artesã. Dominava o tear e confeccionava
tapetes, bolsas, chapéus e muitos outros itens.
Por muitos anos, foi feirante, comercializando pães, doces, queijos e hortaliças.
Com o peso da idade, aos 70 anos Dona Maria saiu do sítio e veio morar na cidade. Mesmo
assim, nunca abandonou aquilo que amava: seus artesanatos feitos no tear.
Mas, repentinamente, aos 73 anos, Dona Maria veio a óbito, vítima de uma infecção
generalizada dos órgãos, provocada por pedras na vesícula. Seu legado de força e determinação será sempre lembrado, pois foi uma pessoa que sempre buscou o melhor para os seus.
Maria do Carmo Schuffner, um exemplo de força, dedicação e amor.
Seu legado permanecerá vivo em nossos corações. Fonte: Folha do Conesul

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