Jandaia Caetano/Tv Sobrinho –
Após repercussão estadual e nacional sobre a contratação do mandante do assassinato da ex-prefeita Dorcelina de Oliveira Folador, em 30 de outubro de 1999, para trabalhar como fiscal na Vigilância Sanitária Municipal, o Governo de Mundo Novo emitiu nota na tarde deste sábado (08), no Dia Internacional da Mulher.
Uma nota assinada pela prefeita Rosária Andrade (PSDB), escrita de forma mista em primeira e terceira pessoa, aponta que
Jusmar Martins da Silva pediu exoneração afirmando “que não queria causar transtornos” e que “queria apenas uma maneira ressocializar e sobreviver conforme a lei”.
Rosária explica que a sua recontratação fez parte de um acordo com o Judiciário de recontratar 123 servidores que trabalhavam na gestão anterior em setores como a Vigilância Sanitária, Endemias e outras funções essenciais à continuidade do atendimento à população até a realização de concurso público.
Ele foi recontratado com um salário de R$ 2.480,55 e a publicação saiu no Diário Oficial de ontem, sexta-feira (07). Após a repercussão, o Diário Oficial saiu do ar e permanece assim neste sábado, pelo site, mas é possível entrar direto pelo link Mundonovo.diario.inf.br. Entramos em contato com o secretário municipal de Administração, Leandro Soares, por whatsapp e ele afirmou que entraria em contato com a Ascom (Assessoria de Comunicação) sobre a situação.
Na nota, a prefeita Rosária lamentou o ocorrido, acatou o pedido de exoneração do servidor e apontou compromisso com a legalidade e a seriedade no trato com a gestão pública e manifestou respeito aos amigos e familiares da ex-prefeita assassinada.
Na tarde de ontem, ao correiodoestado.com.br, Rosária declarou:
“Temos um presidente que foi preso por roubar uma nação, e o que a gente vai falar sobre isso? Ele [o mandante da morte de Dorcelina] cumpriu a pena, fez o processo seletivo como todos os demais. Cumpriu toda a pena, passou e foi contratado”, explicou a prefeita.
Jusmar era secretário municipal de Agricultura de Dorcelina (então no PT), após uma aliança que elegeu ela e o seu primo, do PMN, Kléber Correia de Souza (in memoriam), como vice-prefeito, em 1996.
Após início turbulento e desavenças internas, ambos foram afastados da gestão. Kléber, por lei, ficou como vice-prefeito, assumiu o cargo após o assassinato da ex-prefeita e cumpriu o mandato até 31 de dezembro, porém, após se filiar no PMDB não conseguiu apoio dentro do partido para a reeleição. No julgamento, Jusmar foi condenado a 18 anos, por ter mandado o pistoleiro Getúlio Machado, por R$ 35 mil, assassinar a prefeita. Dorcelina, então, com 36 anos, foi alvejada por tiros na varanda da sua casa, no bairro Copagril.
Abaixo a nota completa da atual prefeita:


