13 de setembro de 2026

União cobra 725 milhões de fazendeiros por fogo em 6 mil hectares no Pantanal

A AGU (Advocacia-Geral da União) ajuizou, na última sexta-feira (24), uma Ação Civil Pública para cobrar R$ 725 milhões de três fazendeiros responsáveis por queimadas que destruíram 6.419,72 hectares no Pantanal de Corumbá, a 420 quilômetros de Campo Grande. A área devastada, classificada como terra devoluta da União, tem sido explorada economicamente desde 2021, impedindo a regeneração do bioma e agravando os impactos ambientais

A ação integra o programa AGU Enfrenta, criado em 2024 para combater crimes ambientais em parceria com a PF (Polícia Federal) e o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). A investigação teve início com a operação “Prometeu”, deflagrada pela PF em setembro de 2024, que revelou o uso de queimadas, motosserras e outros métodos ilegais para desmatamento e ocupação da área, destinada à pecuária.

Conforme apuração, entre junho e setembro de 2020, incêndios provocados destruíram a vegetação nativa. Em seguida, os infratores estabeleceram duas fazendas de aproximadamente 3 mil hectares cada, com infraestrutura completa para criação de gado. Inspeções realizadas pelo Ibama em 2024 confirmaram a continuidade das práticas ilegais

A AGU estima um prejuízo ambiental de R$ 212 milhões por ano de infração. Além do bloqueio de bens nesse valor, a ação judicial exige a elaboração de um PRAD (Plano de Recuperação de Área Degradada) e a cessação imediata das atividades que impeçam a regeneração da área.

Segundo o advogado da União Felipe Cunha, a atuação marca um novo momento no combate a crimes ambientais: “Por meio da cooperação com órgãos como a PF e o Ibama, obtivemos provas robustas que garantem maior efetividade às ações judiciais”.

O consultor jurídico adjunto do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Tiago Cezar, destacou a importância de atingir os infratores economicamente: “Essa medida assegura recursos para a reparação dos danos ambientais e reforça a força investigativa da PF como base para ações efetivas”.

A iniciativa da AGU reflete um compromisso estratégico do Estado brasileiro com a preservação do meio ambiente. Para Lucas Campos, da Procuradoria-Geral da União, “a ação judicial reforça o compromisso do Estado brasileiro com a preservação do meio ambiente e a punição de seus detratores”

https://www.campograndenews.com.br

Populares da Semana

Muro de contenção às margens do Rio Paraguai desaba

Parte de um muro de contenção em um aterro...

Iguatemi – Biblioteca do SESI oferece vaga para curso de Inclusão Digital para homens e mulheres acima de 60 anos

Fonte-Kidão Ascom/IGT. A Secretaria Municipal de Educação/Biblioteca do SESI, estão oferecendo...

Chefe de facção morre em confronto com a polícia em MS

Apontado como líder de uma facção criminosa, Francisco Batista...

Paulo Corrêa convoca audiência pública para discutir situação de rodovias federais de MS

Os buracos pelas rodovias federais de Mato Grosso do...

Governo de MS reforça harmonia entre poderes em visita institucional do presidente e do vice do STF

O governador Eduardo Riedel recebeu nesta segunda-feira (2) os...

Motociclista morre em acidente e veículo pega fogo na BR-376 em Ivinhema

Um motociclista, identificado como Vanderlei Batista de Souza, morreu...

Edson Fachin nega pedido de Moraes para julgamento conjunto com Mendonça

Edson Fachin, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), negou...

Brics expressa preocupação com tensões no Oriente Médio

Os participantes da reunião de Cúpula do Brics, neste...

Mato Grosso do Sul forma 13 oficiais do Corpo de Bombeiros em Campo Grande

Na última quinta-feira (10), 13 novos oficiais do Corpo...

Riedel lidera com 48%. Adversários somam 37.80%

O Instituto Ranking Brasil Inteligência realizou, entre os dias...

Artigos Relacionados

Categorias Populares