1 de novembro de 2026

Riedel une direita e a esquerda em Mato Grosso do Sul

Governador tem o apoio de ambos os lados e deve concorrer uma reeleição tranquila

O País pode estar dividido entre a direita e esquerda, mas em Mato Grosso do Sul há algo em comum que pode uni-los em 2026: apoio à reeleição do governador Eduardo Riedel (PSDB). As lideranças petistas já conversaram com os cardeais tucanos para ajustar essa parceria.

O PT só terá candidato próprio à sucessão estadual por imposição da direção nacional, por causa da reeleição do presidente Lula. Os líderes mais antigos, reconhecem que o partido tem suas limitações para enfrentar, por exemplo, o Riedel. Hoje o PT não tem um nome competitivo em seus quadros.

E para piorar a situação, o desempenho do PT nas eleições municipais foi um fracasso em todo o Brasil. Em Mato Grosso do Sul nem se fala, pois o partido não conseguiu eleger nenhum prefeito. Como diria o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, a disputa pelas prefeituras, jogou o PT para “zona de rebaixamento”, usando uma metáfora futebolística quando um time pode cair para segunda divisão.

Para fechar com PSDB, o PT vai cobrar contrapartida. A proposta é abrir espaço para o deputado federal Vander Loubet concorrer ao Senado. Esse é um problema, porque outros partidos aliados querem, também, indicar um candidato a senador.

Na chapa cabe dois candidatos a senador. Uma delas é do ex-governador Reinaldo Azambuja (PSDB). O PL quer escolher o outro candidato a senador. É uma exigência do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele quer indicar um nome comprometido a apoiar o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

E quem quer se habilitar a essa missão é o senador Nelsinho Trad (PSD). Ele quer ser o candidato do Bolsonaro e até já assinou requerimento pedindo abertura de processo de impeachment de Moraes.

O PP, outro virtual aliado de Riedel, estuda também lançar um candidato a senador. O partido já tem a Tereza Cristina no Senado.

E nesse jogo, Vander não assumiria nenhum compromisso de apoiar o impeachment de Moraes.

O que pode acontecer é Vander sair candidato avulso. O mesmo pode acontecer com Nelsinho, se Bolsonaro indicar outro nome para o Senado.

Hoje o PT já faz parte da coalizão de partidos que dá sustentação política ao governador Eduardo Riedel. Nas eleições de 2022, um grupo do PT já apoiou Riedel no primeiro turno e, no segundo, entrou de sola na campanha do candidato tucano. Em troca, o partido ganhou vários cargos de segundo escalão na administração de Riedel.

Populares da Semana

Aprovada verba de R$ 30 milhões para o Anel Viário de Amambai

Na 65ª Cúpula do Mercosul, realizada nesta sexta-feira (6)...

DOF faz a maior apreensão de drogas do ano durante a Operação Hórus

Policiais do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) apreenderam,...

‘Do Lixo ao Luxo’ foi tema da palestra sobre separação de resíduos para o Cras Universitário

#Semcos Nas última semana, a coordenadora da Coleta Seletiva, Jaqueline...

Em MS, 36 municípios atingem meta nacional de 90% de cobertura de esgoto

Mato Grosso do Sul tem 36 municípios com cobertura...

Após acidente, motorista abandona Fiorino carregada com 500 kg de maconha

Após se envolver em um acidente com motocicleta, o...

Descartada por Flávio Bolsonaro, Tereza Cristina não terá votos de Reinaldo e Capitão Contar

Descartada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), a senadora Tereza...

Aldeias Guarani Kaiowá vão receber proteção da Força Nacional

Gabriel Brum – repórter da Rádio Nacional – A...

Lula manda 3 ministros a MS após denúncias de violência contra indígenas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou...

Artigos Relacionados

Categorias Populares