26 de setembro de 2026

Indígenas denunciam novo ataque em área de conflitos com fazendeiros em Iguatemi

Na tarde de sábado (16), um grupo de indígenas do tekoha Pyelito Kue/Mbaraka’y teria sido atacado por seguranças armados em uma retomada realizada na fazenda Cachoeira, em Iguatemi (MS). A denúncia é do Cimi-MS (Conselho Missionário Indigenista de )

Segundo informações do Cimi, o ataque teria começado por volta das 15h30. Durante a madrugada um grupo de indígenas da comunidade ocupou uma pequena área de mata no interior da fazenda.

A propriedade possui 2387 hectares e fica totalmente sobreposta à Terra  (TI) Iguatemipegua I, nome oficial do território que compreende os tekoha Pyelito Kue e Mbaraka’y.

A área de mata ocupada por cerca de 30 indígenas, entre homens, mulheres e crianças, é chamada pelos Guarani e Kaiowá de “Tororõ” e corresponde a uma pequena área da fazenda. É uma das poucas áreas do território que não foi desmatada pelos fazendeiros e coberta por pastagens.

Os indígenas pedem apoio e a presença de autoridades federais na região, pois não confiam nas forças de segurança locais. Segundo eles, as forças de segurança estariam dando apoio aos fazendeiros e seguranças privados na região.

“Precisamos que alguma autoridade venha para a região, para proteger a comunidade. É urgente”, relata Kunhã’i, mulher Guarani Nhandeva, cujo nome não indígena foi ocultado por razões de segurança. Ao  da tarde, um grupo de mulheres de Pyelito Kue se preparava para ir até o local da retomada.

As Defensorias Públicas da União (DPU) e do Estado de Mato Grosso do Sul (DPE), assim como o Ministério Público Federal (MPF) e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) já foram acionados.

Jornalista canadense

A retomada e o novo ataque de seguranças armados contra os indígenas ocorrem três semanas após investida contra a comunidade – que acabou resultando em agressões, também, a um jornalista, uma antropóloga e um engenheiro. O caso ganhou repercussão nacional.

No dia 22 de novembro, cerca de quarenta indígenas foram atacados cinco dias após retomarem uma área de mata da Fazenda Maringá. A área possui 425 hectares também totalmente sobrepostos à TI Iguatemipegua I. Depois de ocuparem a sede da fazenda, os indígenas foram alvo de um violento ataque armado.

Em relato registrado em boletim de ocorrência junto à Polícia Civil de Iguatemi (MS), membros da comunidade relatam agressões e ameaças, e contam que quatro integrantes do grupo foram mantidos durante horas em cárcere privado pelos seguranças das fazendas. Fonte: Midiamax

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