25 de setembro de 2026

Mesmo com novas exigências, usuários afirmam que compensa usar bike elétrica

Mudanças para veículos elétricos começaram a valer no sábado e prazo para documentar vai até 2025 

A mudança nas regras de circulação de pequenas motos, ciclomotores, patinetes elétricos e bicicleta elétrica começou a valer no dia 1º de julho. As alterações, com base em resolução do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), determinam que esses veículos deverão ser emplacados e o condutor precisará de CNH (Carteira Nacional de Habilitação) na categoria A ou ACC (Autorização para Conduzir Ciclomotor).

O principal ponto enaltecido por quem usa os veículos elétricos envolve a economia em comparação a um veículo a combustão. A secretária Walkiria de Farias, de 50 anos, disse que antes de ter uma bicicleta elétrica, usava carro chamado por aplicativo para ir e voltar do serviço. “Agora, sinto que economizo muito mais, pois gastava R$ 30 por dia só de transporte”.

A mulher de 50 anos ressaltou que está ciente das mudanças e que até 2025 vai ao Detran para regularizar. Ela não tem CNH ou ACC e precisará para seguir conduzindo o veículo depois desse prazo. Walkiria disse que usa capacete e colocou sinalizadores luminosos.

“Após dois anos utilizando a bicicleta, tive o custo de trocar a bateria, que já não estava 100%, a bateria custou R$ 1 mil e tem vida útil de dois anos. Os custos de reparo são caros porque em tese a bicicleta elétrica é novidade na cidade, e são poucos lugares que atendem caso precise de conserto”, relatou.

O lavador de carros Guilherme Souza, de 35 anos, tem um patinete elétrico e usa pela economia e praticidade no dia a dia. Ele destacou que está ciente das mudanças das regras. O homem relatou que nunca o pararam para fazer fiscalização nas idas e vindas do trabalho.

“Acredito ser a melhor forma de investimento no mercado hoje além de ser um meio de transporte mais sustentável e de grande comodidade”, afirmou Guilherme.

Diferente de Walkiria, ele acha que manter o patinete é muito mais barato. “A manutenção, embora seja necessária por se tratar de componentes elétricos, ela acaba demorando um pouco mais de tempo para realizar manutenção, cerca de seis meses ou mais na média”.

Novas regras – O Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) informou que a regra vale para ciclomotor elétrico com potência de 1000 W (Watts) até 4000 W.

Em relação aos veículos similares a combustão, que usam combustíveis convencionais como gasolina e etanol, devem ser emplacados e registrados os que tiverem até 50 cilindradas que atinjam velocidade máxima de 50 km/h.

O Departamento esclareceu que, antes da definição das regras, “não estava muito clara a questão da fiscalização”. O prazo para registro começa em 1º de novembro de 2023. A partir de 2026, os veículos que não tiverem registro ficaram impedidos de circular em vias públicas de todo o Brasil.

A diretora de Educação de Trânsito do Detran, Andrea Moringo, também esclareceu dúvidas acerca do tema. Em relação à ACC, ela definiu que é uma autorização e não uma categoria. E que nenhum CFC (Centro de Formação de Condutores, também chamadas de autoescolas) em Mato Grosso do Sul oferece veículos elétricos para aulas práticas e provas. – CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS

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