24 de setembro de 2026

Com 20 mil doentes em 3 meses, dengue avança e apenas duas cidades não têm casos em MS

Dos 79 municípios de , apenas Jateí e Paraíso das Águas não registraram casos de dengue em 2023, mantendo zerada a incidência da doença. Somente nos três primeiros meses de 2023, o Estado já contabilizou 20.154 casos prováveis de dengue.

O avanço da doença deixa autoridades em alerta no Estado. Na semana passada, nota técnica da Sesau (Secretaria Municipal de ) revelou que Campo Grande já enfrenta epidemia da doença diante do aumento de casos. Até o último dia 29 de março, eram 3.384 casos confirmados e uma morte. Outro óbito de uma criança de 3 anos está sendo investigado.

Os casos de dengue, somado ao surto respiratório registrado na Capital e que acomete principalmente crianças, tem pressionado o sistema de saúde e feito com que unidades básicas, de emergência e hospitais, incluindo os particulares, enfrentem lotação.

Neste sábado (1º), a prefeita Adriane Lopes (Patriota) informou que para controlar a crise na saúde, o município contratará leitos na rede privada.

Dengue em Mato Grosso do Sul

Nas duas cidades, o território pequeno e a quantidade de moradores são apontados como facilitadores no combate ao  Aedes aegypti. Em Jateí, por exemplo, a população estimada é de apenas 4 mil moradores, ainda assim, o prefeito Eraldo Jorge Leite afirma que ações de prevenção foram determinantes para o bom desempenho.

“Já tivemos problema com a dengue no passado e por isso, focamos muito no serviço preventivo, limpando terrenos baldios e conscientizando a população. Nossos agentes de saúde trabalham diuturnamente e tudo isso tem um efeito bem positivo”, comenta.

Eliminador de foco e mutirão de limpeza

Em Paraíso das Águas, entre as principais estratégias adotadas pela Prefeitura está a contratação de dois eliminadores de foco. Servidores que circulam pela cidade com objetivo específico de encontrar e destruir focos do mosquito.

“Além do trabalho desempenhado pelos agentes de endemias, esses dois profissionais rodam a cidade diariamente e vão até terrenos baldios e pontos estratégicos apenas para eliminar o foco. Como o município é pequeno, eles conseguem percorrer toda a região”, detalha o secretário municipal de saúde, Ueder Pereira de Paula.

De acordo com ele, de quatro a seis vezes por ano o Município contrata empresa que faz “arrastão” de limpeza por toda a cidade e disponibiliza caçambas gratuitas para descarte de lixo. “É uma ação que dura de 10 a 12 dias na cidade e faz a limpeza de todos os quintais”, finaliza.

53 cidades na faixa vermelha

Conforme dados da SES (Secretaria de Estado de Saúde), a maioria das cidades de Mato Grosso do Sul que está na faixa vermelha aparece com incidência acima do indicado para a doença. Batayporã, Bodoquena, , Antônio João e Jaraguari lideram o ranking negativo.

Outras 17 cidades aparecem na faixa amarela e apenas , Japorã, Eldorado, Nova Alvorada do Sul, , Paranhos e Iguatemi estão na linha verde, com média ainda sob controle.

No cenário nacional, o Estado ocupa a décima posição na lista com mais casos de dengue. Só neste ano, oito pessoas morreram em razão da doença e quatro óbitos estão em investigação, entre eles, uma criança de 3 anos.

Sintomas da doença

Dengue é uma doença causada por vírus e transmitida, principalmente, pela picada de um mosquito da família Aedes, em especial o Aedes aegypti. As causas da dengue podem estar relacionadas à água parada, com desenvolvimento do mosquito. Por isso, as ações de conscientização da Saúde e fiscalização nas residências.

Conforme a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), existem sintomas clássicos da dengue, como dores nas articulações e olhos, fraqueza, dores de cabeça e febre, contudo o diagnóstico deve ser feito durante atendimento médico.

Orientações

Caixas d’água, cisternas, tonéis, tambores e filtros necessitam ser tampados. Até mesmo reservatórios de eletrodomésticos devem passar por uma vigilância frequente, como é o caso de geladeiras e climatizadores.

Verifique se a sua geladeira tem um coletor de água do degelo automático (fica na parte de trás, perto do motor). Caso tenha, é preciso limpar com água e sabão a bandeja onde a água é acumulada, pelo menos uma vez por semana. No caso de climatizadores ou aparelhos de ar-condicionado, é necessário retirar o compartimento, esvaziá-lo e lavá-lo.

Ralos limpos e com aplicação de tela evitam o surgimento de criadouros. Além disso, é importante saber que a água com larvas não deve ser derramada em ralos ou na pia – lugares que podem gerar acúmulo –, mas sim na terra ou no cimento quente.

Um modo de prevenir criadouros é descartar objetos no lugar correto e levar o lixo para fora de casa somente no dia da coleta, por exemplo. Recipientes e sacos plásticos, garrafas, latas, sucatas, ferro-velho, entulhos em construção, tudo isso pode ser foco do mosquito.

Furar o fundo das latas e, se possível, amassar, tampar latas de tinta e deixá-las em local adequado, enviar sacos plásticos para reciclagem, amassar copos descartáveis e manter garrafas com tampas ou viradas para baixo são algumas medidas que podem ajudar a eliminar o acúmulo de água. Fonte: Midiamax

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