A Justiça Federal determinou o retorno de Jamil Name à Mato Grosso do Sul “assim que possível”.
Diagnosticado com Covid-19 e intubado em um hospital particular de Mossoró (RN), Name permanecerá com escolta durante o período de internação.
Advogado que representa Jamil Name, Tiago Bunning, disse ao Correio do Estado que a decisão de mandar Name de volta a Mato Grosso do Sul não tem implicação imediata, visto que ele necessita de cuidados médicos.
“A defesa nem está cogitando [a transferência], até porque nesse momento Mato Grosso do Sul está transferindo pacientes com Covid para outros estados”, disse.
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Ainda segundo Bunning, o que a defesa tenta é a transferência de Name para um hospital de referência no tratamento da Covid-19, além de prisão domiciliar, para que a família possa ter acesso aos boletins médicos.
“A última informação que nós temos é que ele está em estado grave, mas estável”, afirmou Bunning.
Na justiça estadual, o juiz Mário José Esbalqueiro Júnior, da 2ª Vara de Execução Penal, havia suspendido sete prisões preventivas, para possibilitar a transferência para outros hospitais.
A decisão também suspendia a escolta e desvinculava Name da Penitenciária Federal de Mossoró, deixando-o sob responsabilidade da família.
No entanto, com a decisão da Justiça Federal, as determinações da Justiça Estadual se tornaram nulas e, dessa forma, Name permanece na condição de preso e com escolta, devendo obedecer todas as normas para presos do Sistema Penitenciário Federal.
Segundo o advogado, a família conseguiu vaga em um hospital no Distrito Federal e aguarda por decisão para que seja permitida a transferência.
Prisão
Jamil Name foi preso em 27 de setembro de 2019, na Operação Omertà, sendo apontado como chefe de milícia e responsável por uma série de assassinatos no Estado.
No dia 30 de outubro do mesmo ano, foi transferido para o Presídio Federal de Mossoró, onde permanece desde então.
Os advogados já tentaram mais de 20 pedidos de prisão domiciliar para Jamil Name. No entanto, todos os pedidos foram negados.

