8 de maio de 2026

Mesmo com ordens de prisão, contador foi solto e simulou morte para não ser capturado em MS

O Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crimes Organizado), da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, capturou nesta terça-feira (06), em Campo Grande, o contador identificado Tércio Moacir Bandrino, de 59 anos, que havia saído da cadeia em 2017, mesmo com dois mandatos de prisão em aberto. Envolvido com a Operação Lama Asfáltica, o investigado tinha contra si seis ordens de prisão e chegou a simular a própria morte para despistar as autoridades.

De acordo com o Dracco, o foragido foi condenado por ligação com crimes apurados nas operações Lama Asfáltica, Caduceu, Iceberg e Canindé. A Operação Canindé, deflagrada pela Deco (Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado) em 2016, desarticulou organização criminosa especializada em estelionato com maquinários agrícolas. A ação teve 11 pessoas presas, entre elas o contador.

Embora já condenado e cumprindo pena junto à Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), o autor acabou ilegalmente liberado no dia 09 de fevereiro de 2017, do Instituto Penal de Campo Grande, com alvará de soltura em outro processo, porém, mantendo ainda em seu desfavor outros dois mandados de prisão preventiva que impediam sua liberação. No entanto, ele saiu pela porta da frente e não havia sido localizado desde então.

A liberação ilegal e consequente fuga foi descoberta depois de dois meses, quando Tércio foi procurado no Instituto Penal para ser intimado e tomar ciência de sua condenação por estelionato e falsificação de selos públicos, no mês de abril daquele ano.Na ocasião, o oficial de Justiça constatou a fuga. O caso foi investigado e um agente penitenciário foi condenado por ajudá-lo.

Já foragido, o contador inda tentou impedir sua recaptura pelos órgãos de segurança pública, simulando a própria morte. Ele atribuiu seus dados pessoais a um paciente que havia dado entrada no Hospital Regional de Campo Grande e morrido em seguida. Contudo, a fraude foi descoberta pelo Dracco, através de confronto papiloscópico requisitado e promovido pelo Instituto de Identificação de Campo Grande.

Desde então, a equipe policial realizava diversas diligências em busca do paradeiro do contador. Ele estava em um condomínio na Vila Aimoré, imóvel que servia como seu atual esconderijo.

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