26 de setembro de 2026

Dose da vacina contra um Covid-19 pode custar R$ 22

A multinacional farmacêutica AstraZeneca investiu US $ 127 milhões na produção de 30 milhões de doses da vacina contra o Covid-19 no Brasil. Uma empresa promete comercializar o produto, desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Oxford, um preço de custo durante uma pandemia. Dessa forma, levando em consideração apenas um ponto inicial, chega-se ao valor aproximado de R $ 22 por dose.

Embora o cálculo feito pelo Correio do Estado não seja oficial, é possível ter uma noção dos valores. Além disso, lembre-se de que o governo federal também injeta dinheiro na produção, em torno de R $ 1,5 bilhão, segundo informações divulgadas pela imprensa nacional.

O fato é que tanto a empresa quanto o poder público está fazendo investimentos arriscados, já que a imunização ainda está em fase de testes.

Jorge Mazzei, diretor executivo de Relações Corporativas, Regulador e Acesso ao Mercado da AstraZeneca, chama a aquisição de “investimento na ciência”.

Em entrevista exclusiva ao Correio do Estado , ele declara que uma empresa firmou acordos com parceiros estratégicos em todo o mundo e tem capacidade para produzir dois bilhões de doses. No Brasil, houve um acordo com o governo federal para fornecer ingrediente farmacêutico ativo e transferência de tecnologia para produção local de potencial vacina.

“Uma entrega de metade do volume brasileiro está prevista para dezembro de 2020. Uma outra metade, em janeiro de 2021, com uma expectativa de aquisição de mais de 70 milhões de produtos farmacêuticos ativos para produção de doses em um segundo momento, dependendo dos resultados positivos da pesquisa clínica ”, disse Mazzei à equipe de reportagem.

O diretor executivo diz que uma empresa vem trabalhando em acordos globais para ampliar a capacidade de produção da vacina e já tem acordos de fornecimento com países como Reino Unido e EUA, instituições como Coalizão de Inovações em Preparação para Epidemias (CEPI) e Aliança Global para Vacinas e Imunizantes (GAVI), com 700 milhões de doses, além de acordo com a Aliança de Vacinas para a Europa Inclusiva (IVA), com o compromisso de mais 400 milhões de doses para Alemanha, França, Holanda e Itália.

“Existe um acordo com o Instituto de Soro da Índia para o fornecimento de mais um bilhão de doses, principalmente para países de baixa e média renda. Globalmente, já estamos iniciando a produção, reconhecemos a necessidade de uma resposta rápida para este problema global. Por isso, estamos acelerando nossos planos de produção e distribuição da vacina ”, acrescenta.

Questionado sobre a escolha do Brasil para a etapa final de testes, a relação com um possível interesse da AstraZeneca no mercado local, já que o País tem um dos melhores programas de imunização no mundo, Mazzei disse que a empresa não está pensando nessa questão de vendas e mercado no momento, o foco é garantir um produto que funcione.

A situação epidemiológica foi o que ocorreu na hora de firmar uma parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) para condução do estudo. “O que o Brasil ainda não está na fase descendente da curva de contágio, o País apresenta um cenário adequado para o desenvolvimento da pesquisa clínica”, afirma.

Segundo ele, um componente, que até agora recebeu o nome de AZD1222, é uma das mais promissoras em todo o mundo. Existem concursos, como a vacina da Pfizer, que está na fase dois e deve receber uma avalição definitiva. Universidades brasileiras também estão tentando desenvolver imunizações. Uma das mais avançadas da Universidade de São Paulo, que entrou recentemente na segunda fase.

Seleção de voluntários

Enquanto isso, os cientistas da Unifesp continuam a aprender para começar os testes. A previsão é de que as aplicações comecem a ser feitas até o final deste mês. Na semana passada, os primeiros 20 recrutados fizeram testes rápidos de Covid-19, já que somente quem ainda não pegou a doença pode participar. Serão recrutados dois mil voluntários no Rio de Janeiro e em São Paulo. Os candidatos devem ter o seguinte perfil: homens e mulheres entre 18 e 55 anos que trabalham na linha de frente de combate ao novo coronavírus ou que são funcionários dos hospitais que atendem pacientes contaminados e, por isso, estão expostos a doenças, como médicos , enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, técnicos em radiologia, fonoaudiólogos, pessoal de limpeza, porteiros, segurança e motoristas de ambulância.

Fonte: Correio do Estado

Populares da Semana

Adolescente morre atropelado por carreta em Guaíra

Um acidente fatal foi registrado no início da tarde...

Deputado Geraldo Resende irá buscar recursos para UBS indigena

Na tarde desta segunda-feira (13), o deputado federal Geraldo...

Detran se adapta à lei e reduz valores de exames para tirar a CNH no Estado

Somatório não poderá ultrapassar o limite de R$ 180;...

Reinaldo e Ministro do Turismo entregam obras no aeroporto de Bonito

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) juntamente com o Ministro...

Líder de facção criminosa do RS tenta usar nome falso e diz ser de MS durante prisão

Líder da facção criminosa Os Manos, identificado como Cássio...

Corregedoria afasta delegado e sete policiais envolvidos em desvio de drogas

A Corregedoria-Geral da Polícia Civil de Mato Grosso do...

Gaeco prende delegado e policiais por envolvimento com o tráfico

Investigação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao...

Fim das bets pode devolver até R$ 4,4 bilhões à economia de MS

A proibição das apostas on-line determinada pelo governo federal...

Brasileiro Feminino: Corinthians x São Paulo sustenta força paulista

A final da Série A1 (primeira divisão) do Campeonato...

Líder do PCC é preso na Bolívia e transferido para São Paulo

Apontado como um dos líderes da facção criminosa Primeiro...

Artigos Relacionados

Categorias Populares