Famosa por apresentar uma evolução cada vez mais rigorosa no combate à mistura álcool e direção, a Lei Seca completou doze anos no Brasil no último dia 19 de junho com 18.057 pessoas presas apenas em Mato Grosso do Sul. A média é de aproximadamente 1,8 mil motoristas flagrados dirigindo sob efeito de bebida alcoólica por ano no Estado.
Segundo divulgou o Departamento de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS), o número de acidentes envolvendo pessoas alcoolizadas nos últimos dez anos apenas em Campo Grande alcança os 2.318 casos dos quais, quase metade, 49,5%, resultou em vítimas feridas.
Registros do Batalhão de Trânsito de Mato Grosso do Sul (BPMTran) revelam ainda que 25 pessoas morreram na Capital vítimas de acidentes de trânsito causados por motoristas embriagados.
Para o diretor-presidente do Detran-MS, Rudel Trindade, a grande missão dos órgãos fiscalizadores é garantir a segurança viária de todos. “Quando o condutor bebe e assume a direção de algum veículo automotor, ele assume também a responsabilidade criminal diante de uma vida. Sabemos que ao misturar álcool e direção os reflexos ficam completamente comprometidos e por isso a tolerância é zero no Brasil”, enfatizou.
Dirigir sob o efeito de bebida alcoólica passou a ser crime no Brasil em 2007 e desde então, vários agravantes foram sendo incorporados ao Código Brasileiro de Trânsito (CTB). Em 2016 a Lei de número 13.281, acrescentou ao Código o artigo 165-A, que considera infração gravíssima a recusa ao teste de bafômetro.
As multas também foram reajustadas e o valor para quem for pego dirigindo sob efeito de bebida alcoólica passou de R$ 1.915,00 para R$ 2.934,70, entre outras penalidades que incluem a perda do direito de dirigir.

