Não é apenas o número de confirmações de covid-19 que cresceu absurdamente em junho no Estado, o mais preocupante é a quantidade de pacientes nas UTIs de Mato Grosso do Sul. Ontem, de 152 internados, 71 estão em Unidades de Terapia Intensiva, quase 1 em UTI para 1 em enfermaria. No sábado, essa proporção era de 79 em UTIs para 153 em leitos clínicos.
Junho surge com as piores estatísticas até agora. No dia 1º, eram 1.568 confirmações de coronavírus, no domingo (21), o boletim epidemiológico trouxe 5.237. São 3.669 infectados em apenas 20 dias.
Nos hospitais, a quantidade de internações em enfermarias mais que dobrou, de 65 para em 1º de junho para 152 agora. O mesmo ocorreu com as mortes, de 20 no início do mês, para 45 no domingo.
Mas em relação aos casos graves, que necessitam de vagas em UTIs, o crescimento foi quase 6 vezes maior, de 14 para 71. No início do mês, a proporção era de 1 pessoa em estado grave para 5 que ocupavam os leitos clínicos.
Segundo a infectologista Mariana Croda, uma das hipóteses para essa mudança no quadro é que o coronavírus chegou a parcela mais velha da população e pessoas com comorbidades. “Indica que as pessoas estão se protegendo menos”, diz a infectologista.
Hoje, 90% dos óbitos são de pessoas que estavam em UTIs. No entanto, a taxa de letalidade em Mato Grosso do Sul é menor que nos demais estados brasileiros. A estratégia de testar mais, acaba diluindo esse percentual, explica Maria Croda. “”Em Mato Grosso, por exemplo. A taxa é muito maior porque só testam pessoas com sintomas graves. Aqui, a testagem é mais ampla”, explica.
Levantamentos sobre a doença mostra que 81% dos contaminados por covid-19 desenvolvem apenas sintomas leves, 15% moderados, de 5% a 8% graves e de 2% a 3% precisam de UTIs.
– CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS

