29 de setembro de 2026

‘Moça, sou bandido não. Quer que abasteça? Refém conta como agiu foragido após matar 2 policiais

“Moça, sou bandido não, quer que eu abasteça o carro?”, perguntou a uma refém um dos suspeitos acusado de matar os policiais civis Antônio Marcos Roque da Silva, de 39 anos e Jorge Silva dos Santos, 50. Após o crime, ele abordou uma mulher que estava em um Honda HR-V, a manteve refém e fugiu do local.

A mulher foi abordada pelo suspeito armado logo após o assassinato dos policiais. Ela foi mantida refém do local do crime, na Joaquim Murtinho quase esquina com a Fernando Correa da Costa, até a Avenida das Bandeiras, próximo da Avenida Paulista, região da Vila NhaNhá. Ele teria feito a pergunta após perceber que o combustível do veículo dela estava acabando.

Posteriormente, ele abordou um taxista e fugiu. O mesmo taxista foi abordado na Avenida dos Cafezais, mas o autor já havia fugido.

O delegado-geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, Marcelo Vargas, disse que os suspeitos estariam armados.  Os fatos ocorreram à tarde, na Rua Joaquim Murtinho, quase esquina com a Avenida Fernando Corrêa da Costa, em Campo Grande.

De acordo com Vargas, os policiais estavam investigando crimes de roubos e furtos de celulares e, durante o transporte dos suspeitos, foram baleados na cabeça e na nuca. Antônio Marcos Roque da Silva e Jorge Silva dos Santos, ambos da Derf (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos), morreram no local.

O delegado-geral disse que a viatura descaracterizada não foi interceptada, como sugerido inicialmente por testemunhas, motivo pelo qual a hipótese de resgate foi descartada. Neste sentido, outras informações apontam que um dos conduzidos não estava algemado e estaria armado, sendo o responsável pelos disparos. “Talvez por isso [os policiais] não fizeram uma busca pessoal desses conduzidos”, disse Vargas, afirmando que as armas dos policiais estavam intactas.

As ações foram intensificadas em regiões como Avenida Gury Marques, Avenida dos Cafezais, Vila Nhá-Nhá e Aero Rancho. O Garras também investiga se os suspeitos estão envolvidos na morte do militar aposentado Valdecir Ferreira, de 59 anos, que foi encontrado morto em cima da sua cama, no bairro Azaléia em Campo Grande, no domingo (7).

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