Os impactos gerados pela falta de trabalho neste setor dificultam as empresas que mantenham os funcionários, segundo o representante do transporte em Campo Grande Renato Gomes, que explica 88 linhas na zona rural e 210 funcionários em “espera”. “Nós estamos três meses e meio parados para manter com dificuldade nossos funcionários e cumprimos ou decretamos, mas não estamos recebendo da prefeitura, se as aulas não voltarem, vamos falir e sem ajuda, estamos recorrendo a bancos para manter nossos funcionários”, explicou Gomes .
Para o representante, uma categoria está em busca de uma solução para uma crise, mas acredita que um município da Capital, bem como demais prefeituras do município, deve ajudar com 30% de contrato válido por 11 meses ou flexibilizar a volta às aulas. “Não queremos deixar nossos trabalhadores, porque isso vai passar e o trabalho vai voltar, queremos uma parceria, porque estamos vivendo em um mundo de incertezas, como aulas recuperadas em julho, ou então teremos que denunciar os funcionários”, disse.
Procurado pela reportagem, um município de Campo Grande informou usando a nota oficial em virtude dos Decretos Municipais que suspenderam como aulas presenciais na Rede Municipal de Ensino, ou o contrato foi interrompido, porque não havia possibilidade de transportar os alunos das suas residências até as unidades escolares ”, diz a nota.
A administração municipal ainda informou que a legislação vigente e os órgãos de controle como o Tribunal de Contas e o Ministério Público, orientados desde que houve paralisação de contrato e não prestam serviços, não possuem nenhum tipo de pagamento para essas empresas .

