Ao lançar um pacote de obras para os 79 municípios de Mato Grosso do Sul, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) relembrou mais uma vez as medidas impopulares que tomou nos últimos anos que agora culminam em um grande plano de investimentos. Nesta sexta-feira (6), foi lançado um pacote de obras de R$ 4,2 bilhões, resultado do projeto Governo Presente, que coletou sugestões em todas as cidades.
Para o governador, ao incentivar a economia por meio de investimentos, postos de trabalho vão surgir. “Quando se fomenta a economia, gera-se empregos, na construção civil, habitação. Nessa área, teremos R$ 150 milhões que vão fomentar a habitação, a construção de modo geral. E quando se investe em infraestrutura, cria oportunidades de emprego”, explicou.
E a infraestrutura receberá o maior volume de investimento. O governo vai aplicar R$ 1,8 bilhão em pavimentação, reestruturação e implantação de rodovias; construção de pontes de concreto e outras ações nos municípios. Já a saúde receberá o segundo maior volume. Serão R$ 500 milhões para abertura de 495 leitos até 2022.
Educação receberá R$ 348 milhões para ampliar o ensino em tempo integral e expandir a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS); segurança terá R$ 100 milhões para aquisição de veículos e armamentos; cultura receberá R$ 17 milhões para reestruturar prédios históricos e importantes, como o Centro Cultural José Octávio Guizzo, em Campo Grande; e no esporte, serão investidos R$ 20 milhões para ampliar a estrutura, com obras de construção e modernização de ginásios e quadras.
Em Campo Grande, o governador destacou as obras de recapeamento na Avenida Mato Grosso, a construção de uma nova via de acesso às Moreninhas e outras ações. “Vamos levar asfalto aos bairros, começando pelo Aero Rancho; recuperação de vias públicas: [Avenida] Bom Pastor e [Avenida] Calógeras. No Parque dos Poderes [Governador Pedro Pedrossian], reestruturação, desde calçadas. Pactuamos com o Hospital de Câncer [Alfredo Abrão], para a conclusão dos sete leitos, reequipar e reestruturar e entregar até dezembro”, destacou.
ENTREVISTA
Ao Correio do Estado, Azambuja garantiu que os investimentos podem ajudar o Estado a crescer mais. Para este ano, se o Brasil crescer 2,5%, o Azambuja projeta um aumento de 8,8% da atividade econômica em Mato Grosso do Sul.
Ao ser perguntado sobre a escalada da violência na região de fronteira, o governador voltou a lembrar que o governo federal “está muito distante da área de fronteira”. Ele também lembrou que em um passado recente, foi mal compreendido quando falou em fechar a fronteira: “Fechar a fronteiras não é por muro, construir barreiras, assim quer o Trump (Donald Trump, presidente dos Estados Unidos). É pelo policiamento, pela inteligência, ações conjuntas”, explicou.
O governador fez questão de lembrar que as qualidades positivas da fronteira devem prevalecer. “O cidadão da fronteira é um cidadão de bem: trabalhador, honesto”, afirmou.
No plano político, Azambuja também lembrou que no PSDB, embora tenha mais da metade dos prefeitos do Estado (46 ao todo) mantém a conversa com os partidos aliados, e cita, ao elencar várias legendas, o PSD em primeiro lugar. O governador também elogiou as novas regras, que proíbem coligações nas eleições proporcionais: “Vai diminuir o número de partidos no Brasil”, disse.

