7 de maio de 2026

Comerciante comprou arma há uma semana e matou por dívida de R$ 200

O responsável por matar o porteiro Igor Pereira de Faria Duarte na madrugada do desta quarta-feira (25) se apresentou à polícia nesta tarde e afirmou ter atirado na vítima ao cobrar uma dívida de R$ 200. Lucas Andrade de Menezes, de 24 anos, procurou a 4ª Delegacia de Polícia Civil acompanhado do advogado, Amilton Ferreira de Almeida.

Lucas chegou à delegacia, localizada no Bairro Moreninha II, ao lado do advogado, que explicou a imprensa a versão do cliente sobre o crime. Segundo Amilton, o rapaz é dono da conveniência em que a vítima estava minuto antes do crime, na Avenida Guaicurus, no Bairro Universitário.

“Igor estava na conveniência desde às 22 horas do dia anterior, dando dor de cabeça para todo mundo, ameaçando os frequentadores, atrapalhando todo o movimento. Em certo momento da madrugada saiu sem pagar nada”, conta o advogado. A dívida, segundo a versão de Lucas, chegava a R$ 200 e por isso ele resolveu ir atrás do cliente para receber o dinheiro.

O comerciante entrou em sua caminhonete e seguiu Igor pela avenida até o cruzamento da Rua Itacuruça, onde ocorreu os disparos que mataram o rapaz. Para o advogado, Lucas afirma que a arma já estava no veículo quando decidiu ir atrás da vítima. “Ele havia comprado a arma há uns 10 dias, justamente para se defender da criminalidade nesse período de festas. Então para proteger ele e familiares, ele comprou a arma”.

Conforme Amilton, a arma tinha registro, mas a documentação ainda não estava no nome de Lucas. Detalhes do momento do crime, e se houve discussão entre ator e vítima antes dos disparos não foram revelados por Lucas em depoimento e devem ser esclarecidos pela polícia durante as investigações.

O caso – Conforme boletim de ocorrência, uma testemunha contou que no dia do crime, um veículo, aparentemente uma caminhonete, entrou na contramão, foi em direção à vítima e o ocupante disparou várias vezes. O rapaz foi morto com três tiros, no tórax e no rosto.

Igor era funcionário do Proinc (Programa de Inclusão Profissional) e trabalhava na entrada do estacionamento do Paço Municipal da Prefeitura. Ele era fichado na polícia por tráfico de drogas, porte de droga, posse de arma e já tinha passado pelo PTran (Presídio de Trânsito).

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