27 de setembro de 2026

Reinaldo defende cota zero e diz que continua diálogo com pescadores

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) voltou a defender o programa “cota zero”, que proíbe o transporte de peixe por pescadores amadores, a partir de 2020. Ele disse que é necessário “repovoar os rios” paras que haja no futuro turismo dentro do Estado, no setor pesqueiro. Ainda ponderou que continua o diálogo com a categoria.

“Nunca cessamos o diálogo com a categoria e setor pesqueiro e estamos recebendo grupos favoráveis (cota zero) e contrários, mas a preocupação do governo é sobre o estoque de pescado nos rios, que não é o mesmo dos anos anteriores”, disse Reinaldo, durante coletiva, em Corumbá.

Reinaldo destacou que e não houver “preservação” e medidas “sustentáveis”, não haverá turismo neste setor no futuro. “Não tem mais a quantidade de peixe que havia no passado, por isso é preciso ter equilíbrio, estudos mostram que se segurar alguns anos, podemos repovoar os rios. O pescador amante da pesca esportiva só vai usufruir se tiver pescado”.

Diálogo – O governador reafirmou que até o dia 20 de dezembro haverá mais uma reunião com integrantes do setor pesqueiro e que vai ouvir as alternativas apresentadas pelos segmentos. “Vamos usar o bom senso e criar condições de ajudar o pescador artesanal, mas se não preservarmos hoje, não terá amanhã, antes tinha abundância, hoje está difícil por exemplo, pegar peixe no Rio Paraguai”.

Pescador esportivo no Pantanal (Foto: Saul Schramm – Assessoria)

Apoio – A Acert (Associação das Empresas de Turismo) de Corumbá anunciou apoio ao programa cota zero. A entidade reafirmou sua posição, em reunião realizada ontem (13), com integrantes do governo. Corumbá tem a maior estrutura fluvial (27 barcos-hotéis) para a pesca esportiva e recebeu este ano mais de 25 mil pescadores.

“O pesque-solte é uma reivindicação que fazemos há pelo menos dez anos”, afirmou o empresário Luiz Antônio Martins, presidente da Acert. “A natureza não consegue acompanhar o extrativismo e temos percebido a redução do estoque pesqueiro a cada ano. A cota zero é uma medida preservacionista e vai beneficiar o nosso negócio, pois quanto mais preservamos, mais mercado teremos para a pesca esportiva no Pantanal”, disse.

Fonte: Campo Grande News

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