26 de setembro de 2026

Defesa de mais dois presos em operação pede liberdade

Dos 19 presos da operação que combate milícia armada especializada em crimes de pistolagem que ocorreu em Campo Grande, na última sexta-feira (27), seis estão com pedidos de soltura ingressados no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS). A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MS) entrou com pedido de habeas corpus na noite de ontem em favor do advogado Alexandre Franzoloso. A defesa de Elton Pedro de Almeida também ingressou com pedido em favor de seu cliente.

De acordo com o advogado André Borges, são três habeas corpus que tramitam no TJ. “Decisão deve sair hoje, no começo da tarde”, declarou ele.

Borges explicou que os pedidos de liberdade do empresário Jamil Name, seu filho, Jamil Name Filho e dos dois policiais civis, Vladenilson Daniel Olmedo e Márcio Cavalcanti da Silvaque, foram lavrados pelo advogado de defesa Renê Siufi e estão concentrados em apenas um documento, por esse motivo, são três habeas corpus com pedido de seis solturas.

Jamilson Name, o filho dele e os dois policiais civis estão no Centro de Triagem, bem como o policial federal  Everaldo Monteiro de Assis e o militar da reserva do Exército Brasileiro, Anderson Correia. O restante está dividido entre a 3ª Delegacia de Polícia Civil, a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) e o Presídio de Trânsito (PTransito).

OPERAÇÃO

O empresário e pecuarista Jamil Name, o filho dele, Jamil Name Filho, quatro policiais civis, quatro guardas municipais, um policial federal, um militar do exército, um caseiro de propriedade rural e também profissionais do Direito foram presos na manhã de sexta-feira (27), em Campo Grande e no interior do Estado, em operação que combate milícia armada especializada em crimes de pistolagem. Os assassinatos de pelo menos três pessoas estão relacionados com o grupo de extermínio sob investigação: do policial militar reformado Ilson Martins Figueiredo, ocorrido em 11 de junho do ano passado; do ex-segurança Orlando da Silva Fernandes, em 26 de outubro de 2018; e do estudante de Direito Matheus Xavier, em abril deste ano.

Os crimes investigados pelos policiais do Grupo Armado de Repressão a Assaltos e Sequestros (Garras) e do Grupo de Atuação Especial na Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) são de homicídio e corrupção ativa e passiva. Os responsáveis pelo inquérito também falam em uma “milícia armada”.

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