26 de setembro de 2026

Grupo de trabalho discute cronograma de implantação do Método Wolbachia de combate a dengue

Com representantes do Ministério da Saúde, Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES), Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande (Sesau) e Fundação Oswaldo Cruz, um grupo de trabalho está reunido nessa semana na Capital para definir o cronograma de implantação do Método Wolbachia, para combater o mosquito Aedes aegypti.

O coordenador do programa World Mosquito Program (WMP), Gabriel Sylvestre, explicou que a reunião de trabalho tem como objetivo adaptar o cronograma de implantação de projeto às condições do município, que deve durar o período de dois anos e meio. “Nossa intenção é iniciar a soltura dos mosquitos de forma gradual por conjunto de bairros, levando em consideração a área, população e a quantidade de Aedes aegypti em cada região”, explicou. Também será montado em Campo Grande uma Biofábrica para a criação do mosquito com Wolbachia.

O coordenador estadual de Controle de Vetores e Zoonoses, Mauro Lúcio Rosário, disse que a intenção é produzir o mosquito com Wolbachia para o combate do Aedes em Campo Grande, mas também estender para outros municípios. Ele ressalta que o método é uma solução a médio e longo prazo, necessitando que a população continue as ações preventivas de combate a dengue. “As ações tradicionais de prevenção a dengue, zika e chikungunya ainda são necessárias. Continuamos as ações por todo o Estado”, disse.

Campo Grande foi uma das três cidades do País a serem escolhidas para a etapa final do método Wolbachia para o combate ao mosquito Aedes aegypti, antes da sua incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS). Os mosquitos com Wolbachia carregam esse microrganismo, natural em 60% dos insetos, que dentro das células do Aedes aegypti reduz a capacidades deles na transmissão de dengue, zika e chikungunya. O outros municípios onde esse trabalho está sendo realizado são Belo Horizonte (BH) e Petrolina (PE), demandando investimentos de R$ 22 milhões.

Os mosquitos com Wolbachia carregam esse microrganismo, natural em 60% dos insetos, que dentro das células do Aedes aegypti, reduz a capacidades deles na transmissão de dengue, zika e chikungunya. O método é autossustentável porque uma vez liberados no ambiente, eles ajudam a criar uma nova geração de mosquitos que já nascem com a Wolbachia.

Na natureza, o método acontece da seguinte forma: as fêmeas do Aedes aegypti com a bactéria transmitem naturalmente a Wolbachia para os filhotes. Se o mosquito fêmea não tiver a bactéria, mas for fecundada por um macho que tenha a Wolbachia, se tornará estéril e seus ovos não geram novos mosquitos.

 

Airton Raes – Subsecretaria de Comunicação (Subcom)

Foto: Saul Schramm

Fonte: Portal do MS

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