6 de novembro de 2026

Em Mato Grosso do Sul, a campanha eleitoral custou mais de R$ 115 milhões

As campanhas eleitorais deste ano em Mato Grosso do Sul custaram mais de R$ 115 milhões, conforme levantamento realizado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) após solicitação do Correio do Estado.

O volume de despesas declarado pelos candidatos que apresentaram suas prestações de contas dentro do prazo chegou a aproximadamente R$ 115,5 milhões, montante que ainda poderá sofrer ajustes após a análise definitiva da Justiça Eleitoral.

Os números foram repassados pela assessora responsável pela unidade de contas da Secretaria Judiciária do TRE-MS, Viviane Horst. As informações foram extraídas do Sistema de Prestação de Contas Eleitorais (SPCE) e do DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Além de revelar o custo das campanhas, o balanço aponta que 13 dos 395 candidatos, ou seja, 3,29% dos concorrentes, que disputaram as eleições gerais em Mato Grosso do Sul deixaram de apresentar suas prestações de contas até terça-feira, quando terminou o prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral.

Dos 395 candidatos obrigados a prestar contas, 382 cumpriram a exigência, o equivalente a 96,71% do total. Entre os que perderam o prazo estão 11 candidatos a deputado estadual, uma candidata a deputada federal e um candidato ao governo do Estado.

Apesar das pendências, o TRE-MS confirmou que todos os candidatos eleitos apresentaram a documentação dentro do período legal. Isso, entretanto, não significa que as contas estejam aprovadas, uma vez que os documentos ainda passarão por análise técnica, manifestação do Ministério Público Eleitoral e julgamento da Corte.

RECURSOS PÚBLICOS
Uma parcela expressiva dos recursos movimentados nas eleições deste ano teve origem nos cofres públicos, por meio do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como Fundo Eleitoral, e do Fundo Partidário.

Em levantamento realizado com base nas informações disponibilizadas pelo TSE e compiladas pela plataforma Vototeca, o Correio do Estado identificou receitas declaradas de R$ 121,49 milhões e despesas contratadas de R$ 94,64 milhões nas candidaturas do Estado.

Na ocasião, os recursos provenientes do Fundo Eleitoral somavam aproximadamente R$ 88,67 milhões, enquanto o Fundo Partidário respondia por outros R$ 8,01 milhões.

Somados, os dois fundos públicos representavam R$ 96,68 milhões, o equivalente a aproximadamente 79,6% das receitas eleitorais declaradas naquele levantamento. Isso significa que, de cada R$ 100 arrecadados pelas campanhas, quase R$ 80 tiveram origem nessas duas fontes de financiamento público.

Os recursos restantes vieram de outras modalidades de arrecadação, incluindo doações de pessoas físicas, contribuições dos próprios candidatos e transferências entre campanhas e partidos, observadas as regras da legislação eleitoral.

A diferença entre os R$ 94,64 milhões em despesas contratadas identificados na consulta anterior e os R$ 115,5 milhões informados pelo TRE-MS decorre do uso de levantamentos feitos em momentos distintos e com critérios que não são necessariamente equivalentes.

A assessora Viviane Horst informou que o montante definitivo dependerá da análise integral das prestações de contas, mas a expectativa é de que permaneça próximo dos R$ 115,5 milhões inicialmente identificados.

CAMPANHAS CARAS
Entre os candidatos eleitos, o governador Eduardo Riedel (PP) aparece com uma das maiores despesas de campanha em Mato Grosso do Sul. Conforme os registros de gastos contratados disponibilizados pelo TSE e compilados pela Vototeca, sua candidatura declarou aproximadamente R$ 6,17 milhões.

O ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), eleito senador, aparece com despesas de cerca de R$ 3,47 milhões, enquanto Capitão Contar (PL), também eleito para o Senado, registrou aproximadamente R$ 2,14 milhões.

Juntas, as três candidaturas declararam R$ 11,78 milhões em despesas contratadas, valor equivalente a aproximadamente 10,2% dos R$ 115,5 milhões em gastos informados pelo TRE-MS.

Os números ajudam a dimensionar o custo das principais disputas eleitorais, especialmente as campanhas majoritárias, que exigem investimentos em publicidade, produção de material de propaganda, contratação de serviços, deslocamentos e mobilização de equipes.

Os valores ainda estão sujeitos à conferência da Justiça Eleitoral, responsável por verificar a origem dos recursos, a regularidade das despesas e os documentos apresentados pelas campanhas.

Leia mais em: https://correiodoestado.com.br/politica/2026/11/06/em-mato-grosso-do-sul-a-campanha-eleitoral-custou-mais-de-r-115-milhoes.html

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