20 de outubro de 2026

Para proteger laranjais, Paulo Corrêa convoca força-tarefa para “caça às murtas” em MS

O 1º secretário da Assembleia Legislativa, deputado estadual Paulo Corrêa (PL), defendeu nesta terça-feira (20) a criação de uma força-tarefa para a “caça às murtas” em Mato Grosso do Sul. Conhecida popularmente como “dama-da-noite”, a planta é hospedeira da bactéria associada ao Huanglongbing (HLB), ou greening, uma das doenças mais graves da citricultura e uma ameaça à expansão dos pomares no Estado.

“É uma planta bonita, com uma flor muito cheirosa e muito comum em Mato Grosso do Sul, mas que esconde um verdadeiro perigo para nossas plantações. Ela pode contribuir para a disseminação de uma doença que compromete os pomares de citros e pode causar enormes prejuízos. Por isso, precisamos agir antes que o problema cresça”, alertou Corrêa.

O parlamentar apresentou indicação ao Governo do Estado, à Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) e à Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), propondo um levantamento da presença da murta nos municípios e a elaboração de um plano estadual para sua supressão, erradicação e substituição da planta.

Ação coordenada em todo MS

A proposta prevê também a participação das prefeituras e da população. Para Corrêa, é preciso identificar onde a planta está presente, orientar os moradores sobre os riscos e promover a substituição por outras espécies ornamentais.

“Em todo lugar que a gente passa, é comum encontrar murta. Muita gente tem essa planta no jardim sem saber do risco que ela representa para a citricultura. Precisamos levar informação para a população e fazer um grande trabalho coordenado, por meio da Iagro e em parceria com os municípios, para identificar, remover e substituir essas árvores”, reforçou.

A preocupação ganha ainda mais importância diante do crescimento da citricultura em Mato Grosso do Sul. O setor está entre as novas frentes de diversificação da produção agrícola e tem potencial para atrair grandes investimentos, gerar empregos e movimentar a economia dos municípios.

“É uma ação preventiva. Estamos cuidando dos investimentos que estão chegando, dos produtores que estão apostando na citricultura e, principalmente, das oportunidades que essa cadeia pode gerar para Mato Grosso do Sul. Se queremos ser um Estado cada vez mais próspero, precisamos proteger aquilo que estamos construindo”, concluiu.

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