Às vésperas da eleição, ex-governador tem 35,5% dos votos válidos e ex-deputado, 31,19%
O ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) e o ex-deputado estadual Capitão Contar (PL) devem ser os candidatos eleitos para ocuparem as duas vagas de Mato Grosso do Sul para o Senado.
De acordo com a última pesquisa estimulada contratada pelo Correio do Estado e realizada pelo Instituto de Pesquisa Resultado (IPR) antes das eleições gerais de domingo, Azambuja registrou 35,35%, enquanto Contar teve 31,19%, considerando apenas os votos válidos, ou seja, excluindo as respostas de eleitores indecisos, bem como os votos brancos e nulos.
A senadora Soraya Thronicke (PSB) apareceu bem atrás de ambos, com 12,95%, seguida pelo deputado federal Vander Loubet (PT), com 11,25%, por Beto do Movimento (PSOL), com 3,21%, pelo advogado Roberto Oshiro (Novo), com 2,55%, por Daniel Junior (Agir), com 1,70%, por Valter da Comagran (PRD), com 0,85%, e por Luiz Lemes (DC) e Valderi Garcia (PCO), com 0,47% cada.
Os porcentuais foram calculados sobre as indicações de candidatos registradas na soma do primeiro e do segundo voto da pesquisa estimulada. Portanto, representam a participação de cada nome no total de escolhas válidas e não o porcentual de entrevistados que o citou.
A diferença entre Azambuja e Contar nesse recorte é de 4,16 pontos porcentuais (p.p.). O desempenho dos dois, entretanto, varia conforme a ordem da escolha apresentada pelo entrevistado.
Na primeira opção estimulada, considerando a totalidade da amostra, Contar teve 27,93% e Azambuja 24,23%, enquanto na segunda Azambuja registrou 23,47%, enquanto Contar apareceu com 14,16%.
ESPONTÂNEA
Na pesquisa espontânea, em que os nomes não são apresentados, 77,81% dos entrevistados estão indecisos no primeiro voto, enquanto na segunda escolha esse porcentual chega a 85,08%.
Mesmo com a apresentação dos candidatos, a indefinição permanece: 19,90% estão indecisos na primeira opção. Na segunda, as duas categorias de indecisão discriminadas pelo relatório somam 28,70%.
Com relação à rejeição, Capitão Contar apresentou o maior índice, com 8,93% dos entrevistados afirmando que não votariam nele de jeito nenhum. Soraya Thronicke registrou 8,67%, seguida por Vander Loubet, com 8,16%, e Reinaldo Azambuja, com 2,17%.
Beto do Movimento teve rejeição de 0,89%, enquanto Roberto Oshiro registrou 0,51%. Daniel Junior, Luiz Lemes, Valter da Comagran e Valderi Garcia apareceram com 0,26% cada.
Outros 52,68% dos entrevistados afirmaram não rejeitar nenhum dos candidatos, enquanto 8,55% disseram rejeitar todos. Os indecisos somaram 6,12% e as respostas de branco ou nulo representaram 2,30%.
O levantamento ouviu 784 pessoas em Mato Grosso do Sul e está registrado na Justiça Eleitoral sob o número MS-08995/2026. A margem de erro informada para a pesquisa é de 3,5 p.p., para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
ANÁLISE
“O comportamento entre as duas escolhas é um dos principais pontos do levantamento. Capitão Contar concentra porcentual maior como primeira opção, enquanto Reinaldo Azambuja amplia sua participação entre os segundos votos”, explicou o diretor do IPR, Aruaque Fressato Barbosa.
Segundo ele, a análise da disputa exige atenção às duas indicações, já que o eleitor pode ter uma escolha consolidada e ainda não ter definido a outra.
“É no Senado que permanece um espaço mais amplo para definição das duas escolhas. O eleitor pode ter definido um candidato e ainda não ter decidido em quem dará o segundo voto”, afirmou.
“A eleição de 2026 renovará duas das três cadeiras de cada Estado no Senado. Assim, a distribuição do segundo voto pode ter peso importante na configuração da disputa”, analisou Aruaque.
Para o diretor, esse contingente mantém possibilidades de mudança até a votação. “Quanto maior esse contingente, maior a possibilidade de alteração na distribuição das intenções de voto até o momento da eleição”, ressalta. Fonte: correiodoestado.com.br


