No dia em que o Brasil celebra os 204 anos da Independência, o candidato ao Senado Reinaldo Azambuja (PL) utilizou o simbolismo do 7 de Setembro para defender o que chamou de uma “nova independência” do país. Para o ex-governador de Mato Grosso do Sul, o Brasil precisa reduzir o tamanho da máquina pública, controlar o crescimento da dívida e direcionar mais recursos para os municípios e para as necessidades da população.
Na avaliação apresentada pelo candidato, o atual modelo de gastos públicos compromete a capacidade de investimento do país e contribui para pressionar o orçamento das famílias.
Segundo os números citados por Reinaldo, a dívida pública brasileira chegou a R$ 10,8 trilhões em junho de 2026, equivalente a 81,9% do Produto Interno Bruto (PIB). O candidato também menciona despesas de aproximadamente R$ 1,16 trilhão com juros da dívida nos 12 meses encerrados em junho.
“A vida não está fácil para ninguém. O custo de vida aumentou. O que você comprava quatro anos atrás, você não compra hoje a mesma coisa. O endividamento está alto e o nosso Brasil pode mais, pode crescer mais. Só que tem que parar com essa gastança desenfreada”, afirmou.
Custo de vida entra no discurso
Reinaldo também associou a discussão fiscal ao aumento do custo de vida e à perda do poder de compra das famílias.
Ao citar a inflação acumulada nos últimos anos, o candidato afirmou que os brasileiros passaram a enfrentar maior dificuldade para manter o mesmo padrão de consumo.
“A ida ao supermercado, cena diária da dona de casa e do cidadão comum, virou um exercício de frustração: os recursos perdem poder de compra a cada dia”, declarou.
O discurso também inclui críticas ao governo federal. Reinaldo afirmou que o país não suportaria, na sua avaliação, a continuidade da atual orientação política por mais quatro anos.
“O Brasil não aguenta mais quatro anos de PT. Se já está ruim agora, imaginem o que virá pela frente”, disse.
Menos ministérios e máquina pública
Outro ponto defendido pelo candidato é a redução do tamanho do Estado. Reinaldo questionou a estrutura atual do Governo Federal e citou o número de ministérios como exemplo do que considera excesso de gastos e burocracia.
“Será que o Brasil precisa de 38?”, questionou.
Como referência, o candidato apresenta a própria experiência em Mato Grosso do Sul, onde, durante sua gestão como governador, afirma ter reduzido o número de secretarias estaduais de 19 para 11.
Segundo Reinaldo, a redução da estrutura administrativa ocorreu sem perda de eficiência e foi acompanhada por crescimento econômico e atração de investimentos.
O candidato afirma ainda que Mato Grosso do Sul passou a registrar crescimento anual entre 5,5% e 6% e que mais de R$ 140 bilhões em investimentos foram atraídos ao longo dos últimos 11 anos.
Municipalismo como prioridade
A defesa de uma máquina pública mais enxuta está associada a uma das principais bandeiras de Reinaldo na disputa pelo Senado: o municipalismo.
“Não dá para ficar gastando em Brasília, nós temos que ter menos Brasília e mais Brasil”, afirmou.
Na proposta apresentada pelo candidato, parte dos recursos atualmente concentrados na União deveria chegar de maneira mais direta aos municípios, onde estão os serviços públicos e as principais demandas da população.
Entre as medidas defendidas estão um novo pacto federativo, a atualização da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) e o fortalecimento do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
Para Reinaldo, a descentralização dos recursos permitiria que prefeitos tivessem maior capacidade para realizar investimentos em infraestrutura, saúde e outros serviços essenciais.
Apoio a Flávio Bolsonaro
Durante o discurso de 7 de Setembro, Reinaldo também reforçou seu apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
O candidato ao Senado afirmou que pretende atuar no Senado em apoio a medidas defendidas pelo presidenciável, como redução do número de ministérios, reforma administrativa e mudanças no pacto federativo.
Reinaldo também mencionou o programa “Brasil mais Barato”, apresentado pela campanha presidencial de Flávio, com propostas relacionadas à redução de impostos e à diminuição de custos para itens como energia e alimentação.
“Ele tem condições e vai ganhar as eleições no Brasil”, afirmou Reinaldo, que também estabeleceu como meta eleitoral alcançar 70% dos votos para Flávio Bolsonaro em Mato Grosso do Sul.
“Nova independência”
Ao relacionar o cenário econômico atual à Independência do Brasil, Reinaldo utilizou a data histórica como argumento para defender mudanças na administração pública.
Na visão apresentada pelo candidato, o país precisa reduzir despesas consideradas excessivas, controlar o endividamento e ampliar a capacidade de investimento dos governos locais.
Conhecedor, segundo sua campanha, das demandas dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul, Reinaldo afirma que o fortalecimento das cidades deve ocupar espaço central na atuação dos senadores.
Para ele, a independência celebrada em 7 de Setembro só estará completa quando, além da independência política conquistada em 1822, o cidadão tiver maior liberdade econômica e serviços públicos mais eficientes.
A defesa de um Estado mais enxuto, menos concentrado em Brasília e com maior participação dos municípios integra o discurso eleitoral de Reinaldo Azambuja para a disputa ao Senado em 2026.

