2 de novembro de 2026

Facção rival é principal suspeita na execução de jovens em rodovia da Capital

Lucas Lima e Tiago Salles foram encontrados mortos em área rural próxima ao Assentamento Estrela

A Polícia Civil suspeita que a morte de dois jovens encontrados em uma área rural de Campo Grande tenha relação com a disputa entre facções criminosas. As vítimas foram identificadas como Lucas Lima de Oliveira, de 24 anos, e Tiago Salles Pereira, localizados já sem vida na tarde desta terça-feira (14), próximo ao Assentamento Estrela, na saída para Três Lagoas.

Os vestígios analisados pela perícia indicam que os dois jovens foram mortos no local onde os corpos foram encontrados. Conforme apurado pela reportagem, uma das vítimas chegou a tentar fugir dos atiradores, mas foi atingida antes de conseguir escapar. A dinâmica observada pelos peritos reforça a conclusão de que a execução ocorreu na própria área rural, afastando, ao menos inicialmente, a hipótese de que os corpos tenham sido apenas abandonados na região.

Conforme as primeiras informações levantadas no local, Tiago apresentava três perfurações no tórax, além de ferimentos provocados por disparos na cabeça e no braço. Lucas também foi atingido por tiro na cabeça.

As circunstâncias encontradas pelas equipes indicam que os jovens foram mortos horas antes de serem localizados. Segundo o delegado Christian Duarte Mollinedo, da 4ª Delegacia de Polícia Civil, a dinâmica observada pelos investigadores aponta para uma ação deliberada e violenta.

A principal linha investigativa considera a possível ligação das vítimas com organizações criminosas. “Pelos levantamentos preliminares, são faccionados. Pode ter ocorrido algum confronto com outra facção”, disse o delegado.

A área onde os corpos foram encontrados fica distante de residências e de grande circulação de pessoas, fator que pode ter influenciado na escolha do local pelos autores do crime. A estimativa inicial é de que as mortes tenham ocorrido entre cinco e seis horas antes da chegada das equipes policiais.

Enquanto a Polícia Científica realizava a perícia, agentes da 4ª Delegacia e do GOI (Grupo de Operações Especiais) iniciaram diligências para identificar os responsáveis.

Segundo Mollinedo, os levantamentos feitos ainda na cena do crime permitiram traçar uma linha de investigação que já está sendo aprofundada pelos policiais.

Após o registro da ocorrência, o caso será encaminhado para a DHPP (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios e de Proteção à Pessoa), que dará continuidade às investigações. Fonte: Campo Grande News

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