22 de outubro de 2026

Bernal é levado ao hospital após infarto em presídio e passa por cateterismo

Segundo a defesa, ex-prefeito tem cardiopatia isquêmica severa; ele foi submetido a cateterismo

O ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, 60 anos, foi levado às pressas do Presídio Militar para a Santa Casa depois de sofrer infarto nesta manhã. Ele foi submetido a cateterismo, mas o estado de saúde ainda é considerado bem grave.

A assessoria da Santa Casa confirmou a internação pelo Prontomed. A reportagem apurou, ainda, que ele está sendo avaliado se será submetido a cirurgia ainda mais invasiva.

Uma viatura da PM (Polícia Militar) chegou no hospital, mas, pouco depois, deixou o local.

Bernal está preso desde 24 de março e já foi pronunciado para ir a júri popular pela morte do fiscal aposentado Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos.

Ontem, no fim da tarde, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou recurso que pedia liberdade de Bernal. Na decisão, o ministro Og Fernandes citou laudos, imagens e depoimentos para destacar que Mazzini já estava caído quando ocorreu o segundo disparo.

Segundo trecho da decisão, depois do primeiro tiro, Bernal teria ido até a vítima, se abaixado e dito algumas palavras que o chaveiro Maurílio da Silva Cardoso não conseguiu entender. Em seguida, conforme a decisão, houve o segundo disparo, na lateral esquerda do abdômen do fiscal aposentado.

Maurílio acompanhava Mazzini no dia do crime, em 24 de março, quando o fiscal foi ao imóvel na Rua Antônio Maria Coelho para tomar posse da casa. O imóvel havia sido adquirido após procedimento ligado à CEF (Caixa Econômica Federal), que retomou a residência por dívida de financiamento.

A defesa alegou ao STJ que o flagrante seria nulo porque Bernal teria se apresentado espontaneamente. Os advogados também sustentaram que ele não representava risco à produção de provas, que reagiu no imóvel que acreditava ser seu e pediram prisão domiciliar, afirmando que o ex-prefeito tem cardiopatia isquêmica severa e precisa de cuidados médicos contínuos.

O ministro Og Fernandes rejeitou o pedido e entendeu que eventual problema de saúde não autoriza automaticamente a liberdade ou a substituição da prisão preventiva. Segundo a decisão, seria necessário comprovar doença grave e impossibilidade de tratamento durante a custódia, o que não foi demonstrado.

A defesa sustenta legítima defesa e afirma que a morte decorreu de um “mal-entendido” sobre a entrada da vítima no imóvel. Já o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) afirma que o crime foi motivado pelo inconformismo do ex-prefeito com a perda da casa. Fonte: Campo Grande News

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