23 de setembro de 2026

Indígenas tentam retomada de terras e vão recorrer à Funai por área em Campo Grande

Indígenas tentaram retomar terras aos fundos da Aldeia Tarsila do Amaral, na região do Nova Lima, neste domingo (31). A manifestação pacífica terminou com orientações em  e decisão das lideranças de formalizar o pedido de posse. Então, o grupo recorrerá à Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) por ordem judicial.

Nelso explicou que a terra seria de posse de comunidade indígena. “Nós não invadimos, essa área aqui é nossa, a nossa família que ocupou essa área”, afirmou.

Documentação das terras

A equipe confirmou à reportagem que foi verificada uma possível posse de parte do terreno, com documentação da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural). Contudo, ainda não há registro de retomada da área.

Ao Midiamax, o tenente Falcão, da 11ª Companhia de Polícia Militar, informou que os documentos não são de posse ou retomada das terras.

Então, os policiais esclareceram que os trâmites legais precisam ser realizados. As lideranças foram orientadas a recorrer aos órgãos públicos. “Fizeram a deliberação entre eles e se comprometeram, na data de amanhã, a comparecer à Funai e seguir os trâmites para que essa ordem judicial venha”, disse o tenente.

Resolução

Após a movimentação, a situação foi resolvida pacificamente. “O conflito se resolveu da melhor forma possível e eles estão terminando de se deslocar do local agora.”

“A gente já consegue, com o apoio da Polícia Militar, informar o outro cidadão de que o direito é deles”, explicou.

Também da comissão, Suzy Guarani reforçou que a ocupação foi “passiva, com compreensão, com documento”. A representante disse que a terra teria sido adquirida pela Associação Kaguateca Marsal de Sousa

Moradia

A liderança indígena explicou que a busca por retomada de terras é uma alternativa para melhores condições de moradia da comunidade. “É retomada dos nossos direitos, onde nós queremos que nossos filhos vivam, nossos netos vivam. Todos que estão aqui não têm onde morar, não têm como pagar aluguel”, comentou.

Suzy disse que “as famílias são vulneráveis, as comunidades indígenas de Campo Grande são vulneráveis, precisam de moradia digna. Nós somos abandonados, os nossos direitos são abandonados”, lamentou.

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