7 de maio de 2026

Dourados chega a 5 mil casos prováveis de chikungunya

Epicentro do surto de chikungunya em Mato Grosso do Sul, Dourados atingiu a marca de 5 mil casos prováveis da doença e quase 2 mil confirmações em 2026. No Estado, já são 12 mortes confirmadas — o equivalente a 63% dos 19 óbitos registrados no Brasil —, sendo oito apenas em Dourados.

Do total de 6.101 notificações no município, 5.027 são casos prováveis, 1.962 estão confirmados e 3.065 seguem em investigação. Outros 1.074 foram descartados. Os dados constam no boletim epidemiológico divulgado neste sábado (18) pela Prefeitura de Dourados.

chikungunya
Força Nacional do SUS em Dourados. (Divulgação, Edjalma Borges/Ministério da Saúde)

Dourados concentra mais da metade das mortes por chikungunya no Estado. Entre as vítimas, sete eram indígenas, dois bebês (de 1 e 3 meses) e cinco adultos, em sua maioria idosos (69, 73, 77, 60, 55 e 63 anos).

 

morte mais recente é de um homem de 63 anos, que apresentou os primeiros sintomas em 7 de abril e possuía comorbidades, como câncer e diabetes. Essa foi a primeira morte registrada na área urbana.

Até então, os sete óbitos anteriores haviam ocorrido em regiões da reserva indígena.

Além disso, um óbito segue em investigação: o de uma criança de 12 anos que apresentou os primeiros sintomas em 28 de fevereiro.

84% dos casos atingem indígenas

Dourados abriga a maior reserva indígena urbana do país, com mais de 20 mil habitantes. Nas aldeias Jaguapiru e Bororó, a prefeitura confirmou 1.461 casos de chikungunya, o que representa mais de 80% do total do município.

Além das confirmações, os territórios indígenas concentram 2.277 casos prováveis, 816 ainda em investigação. Entre os indígenas há sete mortes confirmadas e uma ainda em investigação.

Em todo o município, há 48 pacientes hospitalizados com suspeita ou confirmação da doença. A taxa de positividade é de 64,6%, indicando que a maioria das pessoas com sintomas testadas tem diagnóstico confirmado para chikungunya.

O que é a chikungunya

Mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. (Foto: Arquivo Midiamax)

A chikungunya é uma arbovirose causada pelo vírus CHIKV e transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectada. O vírus foi introduzido nas Américas em 2013, quando provocou epidemias em diversos países.

Os sintomas são semelhantes aos da dengue, mas costumam ser mais intensos e duradouros. Febre alta e dores articulares marcantes são características da doença, podendo persistir por mais de 15 dias. Em mais da metade dos casos, as dores nas articulações podem se tornar crônicas e durar anos.

Além disso, a doença pode provocar complicações cardiovasculares, renais, dermatológicas e neurológicas, incluindo encefalite, mielite, síndrome de Guillain-Barré e outras condições graves. Em casos mais severos, pode haver necessidade de internação e risco de morte.

Diante de sintomas, a recomendação é procurar atendimento médico para diagnóstico adequado. Os exames laboratoriais e testes diagnósticos estão disponíveis pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

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