24 de maio de 2026

Réu por matar Diego em ‘Tribunal do Crime’ vai a júri popular nove anos após assassinato

Wanderniz de Oliveira Junior, conhecido como “Zé Pequeno”, vai a júri popular pelo assassinato de Diego Ramos de Carvalho, em Naviraí, a 359 quilômetros de Campo Grande. A decisão é da 1ª Vara Criminal de Naviraí, a qual estipulou que o réu vá a julgamento nove anos após o crime.

O corpo de Diego foi encontrado no dia 19 de abril de 2017, quando a polícia foi acionada para um terreno baldio. Ele estava com os braços amarrados para trás e em avançado estado de decomposição.

Segundo a denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), Diego estava em um bar acompanhado de duas adolescentes no dia do crime. Ele teria dito às menores que estava procurando um lugar para usar drogas.

No entanto, as adolescentes tinham conhecimento de que a vítima seria assassinada na casa do menor. Conforme a denúncia, elas usaram o interesse de Diego em usar drogas naquele dia para convencê-lo a ir até o imóvel.

Vítima teria confessado participação em homicídio de membro do PCC

Ao chegarem à residência, Wanderniz e outro adolescente, além do morador, já estavam no imóvel. Lá, a vítima teria revelado que pertencia ao Comando Vermelho e que havia participado da morte de um membro do PCC (Primeiro Comando da Capital) enquanto esteve no Presídio de Naviraí.

Diante dos fatos, um dos adolescentes teria pedido a Wanderniz que lhe entregasse uma corda para amarrar Diego; ainda, teria gravado um vídeo. A vítima foi amarrada e teria dito que se arrependia da escolha, alegando que ‘O PCC não tem nada de patifaria, pelo contrário, é uma facção correta’.

Após a gravação do vídeo, Diego foi atingido por cinco tiros, que teriam sido desferidos pelo adolescente.

Ainda de acordo com a denúncia, Diego teve o pescoço cortado e a mandíbula quebrada. Em seguida, o corpo dele foi desovado em um terreno baldio, ao lado da casa onde morreu.

“Percebe-se, portanto, que o motivo do crime foi que a vítima foi apontada pelo ‘PCC’ como integrante da organização criminosa rival, ‘Comando Vermelho’, sendo que já havia desavenças envolvendo-a, pois, enquanto esteve presa, a vítima se envolveu em um homicídio de um integrante do ‘PCC’, razão pela qual foi julgada e assassinada por essa organização”, diz a denúncia.

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