26 de setembro de 2026

Para preservar o Pantanal, PSA Brigadas destinou mais de R$ 6,1 milhões para diferentes projetos sustentáveis

Para preservação do Pantanal sul-mato-grossense, a maior planície alagável do mundo, o Governo do Estado já investiu aproximadamente R$ 6,1 milhões como parte do programa PSA Bioma Pantanal. A iniciativa pioneira no Brasil, incentiva a conservação da vegetação nativa, a proteção da fauna silvestre, a restauração ecológica e o fortalecimento das comunidades tradicionais.

O recurso foi destinado para 13 projetos de sete ONGs que desenvolvem ações integradas de desenvolvimento sustentável, com foco na melhoria da qualidade de vida das comunidades e da população que vive no Pantanal, como parte do programa PSA Brigadas.

O IHP (Instituto do Homem Pantaneiro) foi uma das Ongs beneficiadas e recebeu mais de R$ 1,4 milhão para executar três projetos que envolvem resgate técnico animal, comunicação integrada, manutenção e ampliação do Sistema Pantera na região da Serra do Amolar, além de fortalecer a brigada Alto Pantanal, que atua na prevenção dos incêndios florestais.

“A iniciativa do governo tem um grande mérito por criar um programa de pagamento de serviços ambientais voltados à proteção do bioma. O programa atende iniciativas como a nossa e de proprietários de fazendas, que tem boas práticas. No nosso caso, conseguimos recursos para fortalecer a nossa brigada, que atua na região da Serra do Amolar”, disse o diretor-presidente do IHP, Ângelo Rabelo.

Entre os projetos beneficiados está o da brigada do Instituto do Homem Pantaneiro, que atua na região da Serra do Amolar (Fotos: IHP)

O programa abrange toda a porção sul-mato-grossense do Bioma Pantanal, estruturado nos subprogramas PSA Conservação e valorização da Biodiversidade (PSA Conservação) e PSA Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (PSA Brigadas).

“O PSA Bioma Pantanal tem um programa que é voltado para a prevenção e combate a incêndios, que o ‘Brigadas’, para as Ongs, e ainda tem o ‘Conservação’, voltado para proprietários rurais com propriedades no Pantanal que tenham área descendente de vegetação nativa. A princípio, todos os contratos do PSA Brigadas e PSA Conservação finalizam em dezembro de 2026. A previsão é que em 2027 sejam lançados novos editais”, disse a coordenadora do programa PSA da Semadesc, Letícia Walter.

O PSA Brigadas tem como objetivo apoiar financeiramente projetos destinado a comunidades tradicionais, organizações da sociedade civil, brigadas voluntárias, comunitárias ou particulares, e propriedades rurais com ações para prevenção, combate inicial e resgate de fauna.

O primeiro edital do PSA Brigadas recebeu 28 inscrições, sendo 17 projetos classificados com valores de até R$ 500 mil – e 13 já contemplados –, recursos do Fundo Clima Pantanal, destinados as ações de prevenção e combate a incêndios florestais dentro dos limites do bioma Pantanal, fortalecendo brigadas comunitárias, voluntárias e privadas, além de subsidiar ações de educação ambiental em comunidades para conscientização do uso do fogo.

Os projetos estão distribuídos nas regiões da Nhecolândia, Nabileque, Serra do Amolar, Porto Esperança, Porto Rolon, Curva do Leque e Salobra, abrangendo ações em terras indígenas, unidades de conservação e comunidades tradicionais. O termo de fomento foi formalizado também pela SOS Pantanal, FUNAR, UCDB, Instituto Tamanduá, ICAs e Associação Onçafari.

“É uma iniciativa de vanguarda, através do Fundo Clima do Pantanal, e que a gente está compromissado em transformar essa oportunidade em algo que efetivamente contribua de maneira expressiva para a proteção do bioma, especialmente na região da Serra do Amolar, e que contempla inúmeras comunidades”, disse Rabelo.

Em dezembro de 2025, o Governo de MS consolidou a preservação de 126 mil hectares no Pantanal. A iniciativa, executada com recursos do Fundo Clima Pantanal, valoriza financeiramente produtores rurais que mantêm excedentes de vegetação nativa preservados, além das áreas obrigatórias por lei.

Na primeira chamada, foram recebidas 71 inscrições de imóveis rurais localizados no Pantanal. Após análise, 45 propriedades foram classificadas com base no Índice de Serviços Ambientais (ISA), instrumento que considera critérios como conservação da vegetação, conectividade de habitats e relevância ambiental das áreas.

A segunda chamada do subprograma Conservação e Valorização da Biodiversidade (PSA Conservação) foi publicada esta semana, para seleção de projetos que contribuam para a mitigação e adaptação às mudanças climáticas, com foco na proteção do Pantanal sul-mato-grossense.

A inscrição para participação na segunda chamada do “PSA Conservação” deve ser feita por meio de preenchimento de formulário disponibilizado aqui, até o dia 6 de abril de 2026. As propostas serão avaliadas com base em critérios como relevância ambiental, impacto positivo para o Pantanal, viabilidade técnica e alinhamento com as políticas públicas estaduais.

Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Foto de capa: Álvaro Rezende/Secom/Arquivo
Interna: Bruno Rezende/Secom/Arquivo

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