8 de maio de 2026

Funcionários usam caminhão da empresa para furtar quase R$ 200 mil em fios em Naviraí

Investigações apontam associação criminosa, abuso de confiança e uso do caminhão da empresa

Quatro funcionários de uma empresa prestadora de serviços de energia foram presos em flagrante, na tarde desta quarta-feira (10), suspeitos de furtar três bobinas de cabos elétricos avaliadas em cerca de R$ 198 mil, em Naviraí. O grupo teria usado acesso privilegiado, caminhão da própria empresa e agido em dois dias distintos, sempre abusando da confiança do empregador.

As prisões ocorreram depois que o gerente encontrou as bobinas escondidas em um terreno baldio no Residencial Cidade Jardim, após receber denúncia anônima. Com a confirmação do furto, equipes da Delegacia Regional foram até a sede da empresa, onde identificaram os trabalhadores que aparecem nas imagens internas retirando o material sem autorização: W.G.F, 30 anos, E.K.A.O, 33, P.C.S, 46, e P.H.R.L, 21.

As gravações mostram duas ações distintas. No sábado, por volta do meio-dia, uma bobina foi colocada no caminhão de serviço. Na noite de terça-feira, às 21h23, outras duas bobinas foram retiradas da mesma forma. O veículo retorna às 22h06 já sem o material, e nenhum dos envolvidos tinha ordem de serviço ou justificativa técnica para movimentar os cabos.

A polícia detalhou que o prejuízo seria de R$ 198.086,50, valor que engloba duas bobinas de cabos 2/0 AWG (American Wire Gauge), com 3.950 metros cada, avaliadas em R$ 94,5 mil por unidade, além de um rolo de cabo multiplexado de 70 mm, com cerca de 250 metros, avaliado em pouco mais de R$ 9 mil. Os três volumes haviam sido ocultados no terreno baldio, onde foram recuperados.

Durante o flagrante, Wellington confessou que o furto havia sido planejado e que Paulo Cesar ofereceu R$ 10 mil para que ele retirasse o material. Disse ainda que Eryvelton e Pedro receberiam R$ 2 mil cada pela participação e que transportou as bobinas até o terreno em dois dias diferentes. Eryvelton e Pedro negaram envolvimento, enquanto Paulo Cesar disse apenas ter ouvido comentários sobre o caso.

Para a Polícia Civil, o grupo agiu de forma organizada, com divisão de tarefas, uso do conhecimento interno da empresa e reiteração do crime em curto intervalo. A autoridade policial afirmou que os funcionários se aproveitaram do vínculo de confiança, do acesso irrestrito ao caminhão e da ausência de ordem de serviço para executar o esquema.

Diante do planejamento, da confissão parcial e do risco de interferência na investigação, o delegado representou pela prisão preventiva dos quatro. O caso foi tipificado como furto qualificado pelo abuso de confiança, furto qualificado pelo concurso de pessoas e associação criminosa. Todos seguem à disposição da Justiça. Fonte: Campo Grande News

Terreno baldio onde fios estavam escondidos (Foto: Divulgação PCMS)

 

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