Um naufrágio causou a morte de 109 migrantes e deixou 116 desaparecidos na costa do Djibuti, na África Oriental, segundo informou a OIM (Organização Internacional para as Migrações), neste domingo (11). A embarcação possuía 305 pessoas, dentre elas, mais de 80 sobreviveram e foram resgatadas.
O chefe da missão da OIM, Alexandre Coissac afirmou que as equipes da organização estão no local para prestar assistência emergencial. “Esta é uma perda devastadora de vidas. Nossos pensamentos estão com os sobreviventes e com as famílias que perderam entes queridos ou continuam sem notícias de seus parentes”, lamentou.
Dos 109 corpos recuperados, 52 são de homens, 42 de mulheres e 15 crianças, sendo nove meninas e seis meninos. Todos os mais de 80 sobreviventes são de nacionalidade etíope.
Os migrantes do chamado, Chifre da África, atravessam o Djibuti e o estreito de Bab el-Mandeb em direção ao Iêmen. Eles buscam o local para ter acesso ao Golfo, em busca de segurança, estabilidade e oportunidades de trabalho.
Mesmo com as instabilidades no Oriente Médio, as pessoas ainda buscam a saída dos seus países devido a pobreza, a insegurança e os impactos crescentes das mudanças climáticas.


