6 de novembro de 2026

Nova regra pode mudar venda de suplementos no Brasil com até 15 anos de prisão

O controle sobre a venda de suplementos no Brasil avançou mais um passo na Câmara dos Deputados. O deputado Felipe Carreras (PSB/PE) apresentou parecer favorável ao Projeto de Lei nº 5229/2025 e recomendou a aprovação de regras severas para o mercado.

Novas regras na internet para o mercado de suplementos

O parecer do relator unificou o texto com outros dois projetos em andamento e acatou o substitutivo da Comissão de Saúde.

O texto mantém a proibição de propagandas de “antes e depois” para evitar que essas publicações induzam o consumidor a erro quanto aos resultados reais dos produtos.

As plataformas de vendas digitais também são responsabilizadas e terão prazo máximo de 48 horas para retirar do ar anúncios notificados como irregulares.

Punições milionárias e prisão

A versão atualizada do projeto prevê infrações pesadas. Além das sanções já existentes, o texto estipula multa adicional que varia de R$ 20 milhões a R$ 30 milhões em casos como a venda de produtos sem registro ou uso de substâncias proibidas.

No âmbito criminal, o documento altera o Código Penal para enquadrar a adulteração de suplementos. A pena estipulada é de 10 a 20 anos de reclusão, com aumento de 50% em caso de morte do consumidor.

As empresas do setor, incluindo plataformas de comércio eletrônico, terão um prazo de seis meses para se adequar às normas após a publicação oficial da lei.

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