24 de outubro de 2026

Denúncia contra ‘Primo’ expõe como chefe do PCC usou MS para movimentar R$ 3 bilhões

Grupo operava distribuidoras de combustíveis em MS para lavar dinheiro da facção

O MPSP (Ministério Público do Estado de ) ofereceu nova denúncia criminal contra o empresário Mohamad Hussein Mourad, conhecido como ‘Primo’, e seu parceiro de negócios Roberto Augusto Lemes da Silva, o ‘Beto Louco’, no contexto da Operação Carbono Oculto, que desmantelou rede de lavagem de dinheiro, sonegação e adulteração de combustíveis operada pelo PCC.

Mohamad “Primo” tentou, ao lado de Beto Louco, negociar acordos de delação premiada com o MPSP. No entanto, os promotores do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) recusaram as propostas, avaliando que os empresários omitiram detalhes cruciais sobre a verdadeira extensão do elo com o PCC e a estrutura de lavagem de dinheiro.

Em nota, a defesa de Mohamad Hussein afirmou que a denúncia especula fatos não provados e que “são inseridos dentro de uma narrativa desconexa da realidade”.

A defesa de Beto Louco afirmou que vai provar, durante o curso do processo, que a denúncia é improcedente.

Grupo tinha sete distribuidoras em Iguatemi

Conforme o relatório, o grupo tinha sete distribuidoras em Iguatemi — e uma das empresas investigadas, a Maximus, tinha o mesmo endereço da Safra Distribuidora de Petróleo S.A. na cidade. Em , o presidente é indicado como Armando Hussein Ali Mourad, irmão de ‘Primo’.

Em Iguatemi, as empresas alvo da operação contra o PCC foram:

  • Duvale Distribuidora de Petróleo e Álcool Ltda.;
  • Safra Distribuidora de Petróleo S.A.;
  • Arka Distribuidora de Combustíveis Ltda.;
  • Império Comércio de Petróleo S/A;
  • Maximus Distribuidora de Combustíveis Ltda.;
  • Start Petróleo S/;
  • Alpes Distribuidora de Combustíveis.

O documento aponta que a movimentação financeira de uma das empresas em Mato Grosso do Sul teve grande crescimento, de R$ 3 milhões para R$ 3 bilhões. O irmão de Mohamed é presidente da Safra Distribuidora de Petróleo, que tem matriz na Rodovia da Balsinha, na zona rural de Iguatemi.

Ainda segundo o despacho do juiz, todas as outras seis companhias ficam no mesmo endereço. As empresas possuem o capital social idêntico, R$ 4,5 milhões.

Fonte: Midiamax

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