9 de setembro de 2026

Reinaldo defende “nova independência” do Brasil contra aumento da dívida e excesso de gastos públicos

No dia em que o Brasil celebra os 204 anos da Independência, o candidato ao Senado Reinaldo Azambuja (PL) utilizou o simbolismo do 7 de Setembro para defender o que chamou de uma “nova independência” do país. Para o ex-governador de Mato Grosso do Sul, o Brasil precisa reduzir o tamanho da máquina pública, controlar o crescimento da dívida e direcionar mais recursos para os municípios e para as necessidades da população.

Na avaliação apresentada pelo candidato, o atual modelo de gastos públicos compromete a capacidade de investimento do país e contribui para pressionar o orçamento das famílias.

Segundo os números citados por Reinaldo, a dívida pública brasileira chegou a R$ 10,8 trilhões em junho de 2026, equivalente a 81,9% do Produto Interno Bruto (PIB). O candidato também menciona despesas de aproximadamente R$ 1,16 trilhão com juros da dívida nos 12 meses encerrados em junho.

“A vida não está fácil para ninguém. O custo de vida aumentou. O que você comprava quatro anos atrás, você não compra hoje a mesma coisa. O endividamento está alto e o nosso Brasil pode mais, pode crescer mais. Só que tem que parar com essa gastança desenfreada”, afirmou.

Custo de vida entra no discurso

Reinaldo também associou a discussão fiscal ao aumento do custo de vida e à perda do poder de compra das famílias.

Ao citar a inflação acumulada nos últimos anos, o candidato afirmou que os brasileiros passaram a enfrentar maior dificuldade para manter o mesmo padrão de consumo.

“A ida ao supermercado, cena diária da dona de casa e do cidadão comum, virou um exercício de frustração: os recursos perdem poder de compra a cada dia”, declarou.

O discurso também inclui críticas ao governo federal. Reinaldo afirmou que o país não suportaria, na sua avaliação, a continuidade da atual orientação política por mais quatro anos.

“O Brasil não aguenta mais quatro anos de PT. Se já está ruim agora, imaginem o que virá pela frente”, disse.

Menos ministérios e máquina pública

Outro ponto defendido pelo candidato é a redução do tamanho do Estado. Reinaldo questionou a estrutura atual do Governo Federal e citou o número de ministérios como exemplo do que considera excesso de gastos e burocracia.

“Será que o Brasil precisa de 38?”, questionou.

Como referência, o candidato apresenta a própria experiência em Mato Grosso do Sul, onde, durante sua gestão como governador, afirma ter reduzido o número de secretarias estaduais de 19 para 11.

Segundo Reinaldo, a redução da estrutura administrativa ocorreu sem perda de eficiência e foi acompanhada por crescimento econômico e atração de investimentos.

O candidato afirma ainda que Mato Grosso do Sul passou a registrar crescimento anual entre 5,5% e 6% e que mais de R$ 140 bilhões em investimentos foram atraídos ao longo dos últimos 11 anos.

Municipalismo como prioridade

A defesa de uma máquina pública mais enxuta está associada a uma das principais bandeiras de Reinaldo na disputa pelo Senado: o municipalismo.

“Não dá para ficar gastando em Brasília, nós temos que ter menos Brasília e mais Brasil”, afirmou.

Na proposta apresentada pelo candidato, parte dos recursos atualmente concentrados na União deveria chegar de maneira mais direta aos municípios, onde estão os serviços públicos e as principais demandas da população.

Entre as medidas defendidas estão um novo pacto federativo, a atualização da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) e o fortalecimento do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Para Reinaldo, a descentralização dos recursos permitiria que prefeitos tivessem maior capacidade para realizar investimentos em infraestrutura, saúde e outros serviços essenciais.

Apoio a Flávio Bolsonaro

Durante o discurso de 7 de Setembro, Reinaldo também reforçou seu apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.

O candidato ao Senado afirmou que pretende atuar no Senado em apoio a medidas defendidas pelo presidenciável, como redução do número de ministérios, reforma administrativa e mudanças no pacto federativo.

Reinaldo também mencionou o programa “Brasil mais Barato”, apresentado pela campanha presidencial de Flávio, com propostas relacionadas à redução de impostos e à diminuição de custos para itens como energia e alimentação.

“Ele tem condições e vai ganhar as eleições no Brasil”, afirmou Reinaldo, que também estabeleceu como meta eleitoral alcançar 70% dos votos para Flávio Bolsonaro em Mato Grosso do Sul.

“Nova independência”

Ao relacionar o cenário econômico atual à Independência do Brasil, Reinaldo utilizou a data histórica como argumento para defender mudanças na administração pública.

Na visão apresentada pelo candidato, o país precisa reduzir despesas consideradas excessivas, controlar o endividamento e ampliar a capacidade de investimento dos governos locais.

Conhecedor, segundo sua campanha, das demandas dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul, Reinaldo afirma que o fortalecimento das cidades deve ocupar espaço central na atuação dos senadores.

Para ele, a independência celebrada em 7 de Setembro só estará completa quando, além da independência política conquistada em 1822, o cidadão tiver maior liberdade econômica e serviços públicos mais eficientes.

A defesa de um Estado mais enxuto, menos concentrado em Brasília e com maior participação dos municípios integra o discurso eleitoral de Reinaldo Azambuja para a disputa ao Senado em 2026.

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