Presos desde o início de agosto por desvios de R$ 4 milhões em contratos de saúde, os médicos Robson Rooselvelt Ferreira Aguilar e Bianca Fernandes Leite Aguilar são alvo de execução judicial por dívida de R$ 70.013,58 com o Sicoob.
Eles são donos da Policlínica Rota Bioceânica – antiga Prontomed – (CNPJ 26.927.847/0001-00), no centro de esquema que recebeu milhões por exames ‘fantasmas’ da prefeitura de Nioaque, revelado pela Operação Auditus II, deflagrada no dia 13 pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção).
Conforme o processo que tramita no TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), no mesmo período em que recebia milhões pelos desvios, a clínica utilizava o cheque especial da conta no valor de R$ 50 mil.
Dessa forma, a juíza da 1ª Vara de Jardim, Flávia Simone Cavalcante, dias antes da prisão dos médicos, determinou a intimação de Robson e Bianca para quitar os débitos no prazo de 15 dias.
O MP sustenta que os proprietários Robson Roosevelt Ferreira Aguilar e Bianca Fernandes Leite Aguilar, juntamente com a gerente administrativa Tatiane Barbosa de Souza Grubert, teriam atuado em conjunto com os ex-secretários de Nioaque, Márcia Cristiane Missioneira Jara, da Saúde, e Vagner Alves Ribeiro Guimarães, de Governo, para direcionar licitações e contratos em favor da empresa.
O esquema, segundo a investigação, começava antes da própria licitação. A Prontomed teria participado da elaboração das cotações que davam aparência de competição ao processo. Um dos elementos apontados é que Tatiane teria produzido ou providenciado orçamentos de empresas concorrentes, inclusive com documentos e assinaturas que, segundo o MP, eram fraudulentos.
Para o Gecoc, a Prontomed teria sido utilizada para receber recursos públicos referentes a serviços que, em parte, seriam fictícios ou não comprovados. O documento menciona falsificação de assinaturas de pacientes e profissionais de saúde, registros duplicados, inclusão de pessoas falecidas e incompatibilidades entre pacientes e procedimentos registrados.


