20 de outubro de 2026

Câmara reduz tempo para aposentadoria integral de PMs e bombeiros

Projeto mantém período total de serviço, mas permite somar até 10 anos de atividade civil

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (1º), em Brasília (DF), um projeto que reduz o tempo mínimo de atividade militar exigido para policiais militares e bombeiros receberem aposentadoria integral. A proposta mantém o período total de serviço, mas amplia o tempo de trabalho civil que poderá entrar no cálculo. O texto segue agora para análise do Senado.

A proposta avança de forma simbólica, sem registro individual dos votos dos parlamentares.

Para os homens, continuam necessários 35 anos de serviço, mas o período obrigatório em atividade militar cai de 30 para 25 anos. Com isso, até dez anos trabalhados anteriormente em funções civis poderão ser aproveitados. Atualmente, esse limite é de cinco anos.

As mulheres terão regra diferente. O projeto estabelece 32 anos de serviço, dos quais pelo menos 22 deverão ter sido cumpridos em atividade militar. O restante também poderá incluir períodos trabalhados na iniciativa privada ou no serviço público.

As mudanças atingem policiais militares e bombeiros dos estados, inclusive de Mato Grosso do Sul. O texto considera períodos civis desde que os empregos não tenham sido exercidos simultaneamente à atividade militar.

O projeto foi originalmente apresentado em 2023. A versão inicial previa 25 anos de atividade militar sem diferenciação entre homens e mulheres, mas o relatório aprovado criou uma regra específica para as profissionais.

O texto também proíbe a reserva de vagas para grupos específicos em concursos de ingresso nas polícias militares e corpos de bombeiros. A exceção será para situações em que a própria natureza da função exigir a diferenciação.

Outra mudança alcança as promoções por merecimento. A proposta determina critérios universais e estabelece prioridade ao mérito pessoal e aos militares posicionados no primeiro terço do quadro de antiguidade.

Apesar de o relatório afirmar que as alterações não aumentam despesas nem reduzem receitas da União, especialistas apontam possível impacto nas contas estaduais. Fonte: Campo Grande News

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