Prestes a completar um mês de prisão, o ex-deputado Roberto Razuk Filho, o Neno Razuk, teve pedido de liberdade negado pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça). Ele foi detido no dia 2 de agosto, na Bolívia — e posteriormente encaminhado para uma prisão em Campo Grande —, acusado de liderar o jogo do bicho em Mato Grosso do Sul.
Conforme a decisão, o magistrado pediu mais informações à Justiça Estadual sobre a decretação de prisão do ex-parlamentar e solicitou um parecer do MPF (Ministério Público Federal).
A defesa aponta confusão entre a modificação das circunstâncias do caso e o fato novo para fundamentar a prisão, bem como a inexistência de elementos que justifiquem a prisão, argumentando a falta de contemporaneidade dos acontecimentos.
Neno Razuk foi detido no dia 2 de agosto, na região de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. Havia um mandado de prisão em aberto contra ele no Brasil e um pedido em análise para inclusão de seu nome na lista da Interpol (Difusão Vermelha da Organização Internacional de Polícia Criminal).
Segundo nota emitida pela Polícia Federal, a localização ocorreu por meio de monitoramento conjunto com autoridades bolivianas. A defesa, em contrapartida, afirma que o ex-deputado já havia combinado sua apresentação ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e estava em deslocamento para o Brasil.
O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) denunciou Neno Razuk, seu pai — o ex-deputado federal Roberto Razuk, que cumpre prisão domiciliar — e seus irmãos Jorge Razuk Neto e Rafael Godoy Razuk, que também estão presos.
Conforme a denúncia, a família Razuk é acusada de formar a cúpula de uma organização criminosa armada voltada à exploração ilegal de jogos de azar.
O Gaeco aponta que o grupo utilizava corrupção, lavagem de dinheiro e violência (incluindo roubos) para garantir o monopólio da contravenção.
O MPMS requer a condenação dos 20 denunciados e o pagamento de R$ 36 milhões a título de reparação de danos.

