Na disputa pela reeleição, o governador Eduardo Riedel (PP) traz propostas do Agro 5.0, destaca a recuperação de 3,3 milhões de hectares entre 2010 e 2024 (quatro vezes o território de Campo Grande) e quer cria o Fiagro do Mato Grosso do Sul, o primeiro Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais do Estado.
O fundo reúne dinheiro vários investidores para aplicar em ativos do agronegócio e as cotas são negociadas na Bolsa de Valores.
A estratégia do Agro 5.0 articula agricultura de precisão, automação, inteligência de dados, conectividade rural, bioinsumos, rastreabilidade, sistemas integrados e economia circular. Ao passo que abre espaço para uma agenda voltada à agricultura familiar, com a reestruturação da assistência técnica pública, maior acesso a financiamento e apoio à agroindustrialização de associações e cooperativas.
“A intenção é modernizar o processo produtivo e preparar as cadeias do Estado para mercados cada vez mais competitivos”, explica o governador.
A conversão de áreas degradadas reúne objetivos produtivos e ambientais. A estratégia procura ampliar o aproveitamento de terras já abertas, aumentar a eficiência no uso de insumos e consolidar sistemas integrados, enquanto associa a recuperação do solo à redução do desmatamento e das emissões do setor agropecuário. Entre 2010 e 2024, a área considerada degradada caiu de 6,2 milhões para 2,9 milhões de hectares, uma redução de 52%.
Outra frente prevê ampliar programas de investimento em agroindustrialização para associações e cooperativas da agricultura familiar. Um dos pontos centrais do plano é a reestruturação do serviço público de assistência técnica rural, com prioridade para o desenvolvimento dos agricultores familiares e para a ampliação da capacidade desse segmento de captar financiamento.


