O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) oficializa, nesta segunda-feira (27), sua candidatura à Presidência da República nas eleições deste ano. A convenção nacional do partido é realizada em Brasília (DF) e tem a presença do presidente da legenda, Eduardo Ribeiro. O mineiro lança sua candidatura nas ruas sem ainda ter definido um nome para ser seu vice.
Nesta segunda, Zema teve uma boa notícia com a nova pesquisa da BTG/Nexus: em um eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ele está empatado tecnicamente: 42% a 46%.
Presidente do Novo, Eduardo Ribeiro ressaltou que Zema assumiu o governo de Minas “contra tudo e contra todos, sem apoio nenhum, e conseguiu também o principal case de restabilização de estado que esse país já viu”.
A oficialização da candidatura do ex-governador de Minas Gerais consolida a decisão do partido de manter um projeto próprio, apesar das especulações de que Zema poderia ocupar a vaga de vice na chapa encabeçada pelo filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Natural de Araxá, no Triângulo Mineiro, Romeu Zema Neto, de 61 anos, consolidou sua trajetória profissional longe da política tradicional, antes de ingressar no meio público.
Ao longo de sua gestão como governador de Minas Gerais, alinhou-se por diversas vezes ao bolsonarismo, posicionando-se como uma das principais vozes da direita e do liberalismo econômico no Brasil e sendo um duro crítico do governo do presidente Lula.
Formado em Administração de Empresas pela FGV (Fundação Getulio Vargas), atuou por quase três décadas como gestor e presidente do conselho do Grupo Zema, conglomerado familiar com sede em Minas Gerais especializado em varejo de eletrodomésticos, postos de combustíveis e serviços financeiros.
Sua ascensão eleitoral ocorreu em 2018, quando concorreu ao governo mineiro pelo Partido Novo e venceu o pleito no segundo turno, contra nomes tradicionais da política mineira, apoiando-se em um discurso de austeridade fiscal e de gestão com mentalidade privada.
‘Cartão de visita‘
Após comandar Minas por dois mandatos seguidos (2019-2026), Zema apresenta como “cartão de visita” a implementação de “reformas estruturantes, desburocratização de investimentos, enxugamento da máquina pública”.
Em entrevistas concedidas ao Metrópoles, o ex-governador frequentemente ressaltou os desafios de reestruturar as contas públicas do estado após herdá-lo com atrasos no pagamento de servidores municipais e estaduais.
Após deixar o governo de Minas Gerais, em março de 2026, para o seu vice, Mateus Simões, Zema passou a atuar como uma das lideranças centrais do Partido Novo na articulação de alianças e na construção de sua candidatura à Presidência da República.
*Com informações do Metrópoles.
Fonte: Midiamax


